A Síndrome do Palhaço e o S.O.S. a CNPJs no pandemônio da Covid
Em síntese, na briga entre salvar vidas e CNPJs, parece que, passado o susto inicial, optou-se pelos CNPJs

Síndrome do Palhaço é a forma que alguns acharam para qualificar o momento da pandemia: o tempo inteiro estavam dizendo ‘fique em casa’. Agora, flexibilizam, como se estivessem a dizer ‘vá com cuidado, mas pode ir para a rua’.
Pois é. Essa é a sensação que os defensores dos protocolos científicos adotados no mundo para encarar a Covid têm agora, no bolo da pandemia que virou um pandemônio.
Lembra de Fernando Gomes, o prefeito de Itabuna que disse ‘morra quem morrer vou abrir’? Ele pediu desculpas, mas abriu. Ontem, a Justiça mandou fechar. Ele disse que vai recorrer. Para abrir.
— Como o comércio vai ficar fechado? Vai matar o povo de fome?
Controvérsias
É esse o mesmo raciocínio de pessoas como o amigo e dentista Wanderley Miranda de Almeida (joia de Tucano para a Bahia):
— Já pensou se todo mundo ficasse em casa? Aí, pararia tudo. O governo não sabe pegar o Aedes Aegypti, o mosquito da dengue, que é fácil de localizar e pegar, e quer pegar o corona travando tudo.
Em síntese, na briga entre salvar vidas e CNPJs, parece que, passado o susto inicial, optou-se pelos CNPJs. Nas contas de Wanderley, se morrerem 200 mil pessoas no Brasil, um país grande e pobre, seria 1% da população, algo aceitável dentro das nossas condições.
Dos 153.313 casos que a Bahia registra, 3.270 foram óbitos. Para fugir disso, esqueça Fernando e Wanderley. Se puder, fique em casa.

























