Questionado sobre a baixa, ACM Neto tentou minimizar, afirmando que a mudança de lado é “absolutamente normal”. O líder da oposição ainda sugeriu que os que fazem a portabilidade não ‘honram’ os votos conquistados nas urnas.
“Primeiro, absolutamente normal, o tempo inteiro é assim. Muita gente não se preocupa em respeitar a vontade do eleitor, em honrar os votos que teve, e acaba mudando de lado. Desde que a política existe, isso existe. Então, não é surpresa nenhuma”, pontuou em entrevista ao Acorda Cidade.
Oposição preocupada
A debandada tem ligado o sinal de alerta na oposição, que já admite, nos bastidores, um cenário ainda mais difícil do que o enfrentado em 2022. A ideia é trabalhar para conter os danos e evitar uma derrota ainda mais dura para Jerônimo.
Além dos nomes citados acima, o governo já conseguiu atrair quadros como os prefeitos de Guanambi, Nal Azevedo (Avante); Paulo Afonso, Mário Galinho (PSD); Buritirama, Dr. Léo (MDB); Nilo Peçanha, Jacque Soares (Podemos); Brejões, Rick de João Lulu (Avante); e Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB). Desses, alguns ainda avaliam o peso da mudança de grupo.
Mesmo com a previsão de “turbilhão” para o próximo ano, deputados acreditam, como apontado recentemente pelo Portal A TARDE, que o ex-prefeito de Salvador deve insistir em uma nova candidatura ao governo.
“Não tem outro nome. Nosso candidato em 2026 é só Neto”, disse um parlamentar quando questionado sobre uma alternativa para o grupo.
“O que me importa é contar os parceiros de verdade, com os aliados, com as pessoas que são firmes ao nosso lado, que correspondem conosco. Essas sim farão uma diferença enorme em 2026 e vão nos ajudar a construir uma grande vitória no próximo ano. Até podendo ganhar um governo como fiz em 2012 em Salvador, quando me elegi prefeito”, defendeu Neto, ao tentar amenizar o cenário.
“Naquela época, eu tinha muito poucos compromissos políticos, muito poucas amarras políticas. Aquilo me permitiu ganhar a eleição, e o meu compromisso era com o povo. Em 2026, se eu for candidato a governador e se Deus permitir ganhar as eleições, quero repetir essa mesma estratégia: a aliança ser com o povo”, completou.
Dificuldade para montar chapa
Outra dificuldade apontada pelos aliados, é a ausência de quadros dispostos ao ‘sacrifício’ da chapa majoritária. Dos nomes pensados por ACM Neto até o momento, todos teriam colocado barreiras para a composição.
Em conversa com o Portal A TARDE, durante agenda no começo deste mês, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida (PSB), fez uma avaliação do atual cenário político no estado e da chegada de nomes da oposição ao governo.
“O que está se vendo é o governo do Estado, e eu quero parabenizar o trabalho do governador Jerônimo e de Adolpho Loyola, tem ocupado esse espaço. Quem deixa o espaço vazio tem que correr atrás. Vai dar trabalho de encostar, o governador é muito ágil”, pontuou na ocasião.



























