
Armando Monteiro coloca “lenha na fogueira” para tentar anular aliança entre PSB e PT
O Senador e pré-candidato a governador, Armando Monteiro (PTB), colocou “lenha na fogueira” para tentar invalidar a aliança entre o PSB e PT que se desenha em Pernambuco, após encontro de Lula com Paulo Câmara, Renata Campos e João Campos, esposa e filho de Eduardo Campos, em São Paulo, na semana passada.
Durante entrevista em uma emissora de rádio do Agreste, o Senado avaliou o dúbio discurso do PSB e PT em Pernambuco. No ano passado, o PT detonava com Paulo Câmara, após ter autorizado deputados federais de a Frente Popular irem a Brasília para votarem a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Após o impeachment, o PT passou então a criticar mais veementemente Paulo Câmara, denunciando problemas da segurança pública, saúde, social, entre outros. Além disso, Marília Arraes (PT) também ascendeu na política, fato que desequilibrou a base do PSB de Pernambuco.
Experiente, Monteiro tenta usar das inconveniências das duas legendas para tentar anular essa aliança, que pode custar caro ao bloco das oposições.
“Lembro-me dos discursos de lideranças do PT aqui de Pernambuco, muito duros contra os golpistas. Ora, se existem golpistas aqui em Pernambuco, foi a turma do PSB, foi a turma de Paulo Câmara, que votaram para derrubar a Dilma, mas agora o PT fará uma aliança exatamente com esses que chamavam de golpistas ontem”, disse Armando Monteiro.
O petebista, ainda, questiona como o Partido dos Trabalhadores (PT) se explicaria para o eleitorado, caso a aliança fosse firmada.
“Mas agora a pergunta é: tudo aquilo que o PT disse da administração de Paulo Câmara, da incompetência, da falta de resultados, dos descalabro na saúde e na segurança, da falta de liderança, da perda de posição no cenário nacional. Esse era o discurso que o PT fazia, exatamente, porque estava situado no campo de oposição em Pernambuco, mas agora como explicar a população que vai se fazer uma chapa com Paulo Câmara?”, desabafou.
Nas eleições deste ano, Armando Monteiro pode concorrer ao Palácio do Campo das Princesas ou tentar a reeleição pelo PTB. Em 2014, ele foi candidato a governador e perdeu para Paulo Câmara por 68,08% dos votos ante 31,07%. Agora, a oposição só terá chance de vencer as eleições se a aliança entre PT e PSB não se confirmar. (Coluna Pinga Fogo)

























