Jaques Wagner normaliza vaia no 2 de Julho: “Acontece em todo ano eleitoral”

Cúpula petista foi hostilizada por parte do público presente na festa  |   Bnews - Divulgação BNEWS

Por Anderson Ramos

O senador e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), minimizou as vaias recebidas pela cúpula governista durante a abertura do desfile cívico do 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia.

Em entrevista nesta sexta-feira (3), durante agenda em Salvador, o ex-governador avaliou que as manifestações são normais em ano eleitoral e disse que a importância da festa supera qualquer divergência política.

 

O 2 de Julho em ano eleitoral sempre fica uma guerra de torcidas, então é natural. Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de Julho para mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula, da transferência da capital do Brasil para Salvador. Agora guerra política é guerra política, são as torcidas organizadas que vão para campo, uma xinga daqui, outra xinga de lá, eu prefiro preservar o 2 de julho, mas pra mim é o normal do que acontece todo ano eleitoral”, disse Wagner.

Imagens registradas no local mostram que a chapa do PT para a disputa eleitoral de outubro foi recebida com vaias na chegada à Lapinha. Os vídeos mostram Wagner, Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues sendo hostilizados por parte do público.

Manifestantes exibem placas de protesto durante o cortejo do 2 de Julho

 

Alguns populares exibiam cartazes escritos “Jaques Master”, em alusão à Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF), durante a passagem dos petistas.

O ex-líder do governo Lula é investigado por suspeita de atuar como intermediário político de interesses privados do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O dono da instituição está preso na Papudinha após investigação por fraudes financeiras.

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