Com PSB dividido, FBC não encaminha votos na reforma trabalhista

Líder da bancada do PSB no Senado, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho transferiu a responsabilidade de encaminhar os votos tanto no texto-base da reforma trabalhista, aprovado por 50 a 26, quanto nos destaques da oposição à proposta nesta terça-feira (11). Ao contrário da direção nacional do partido, o senador, que é pai do ministro Fernando Filho (Minas e Energia), é favorável à medida do governo Michel Temer (PMDB). Durante a conturbada votação desta noite, ele não se pronunciou.
Ao ser chamado pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) para dizer como o PSB iria votar na reforma, ele afirmou que Lídice da Mata faria o encaminhamento. A baiana passou a palavra para João Capiberibe, que usou o tempo para criticar as mudanças na legislação trabalhista.
“Esta reforma trabalhista não tem uma vírgula a favor do trabalhador, nenhuma vírgula! É uma reforma unilateral e é uma reforma burra, Sr. presidente, porque ela é recessiva. Será que não se dão conta?”, questionou Capiberibe diante do silêncio do correligionário. “É por isso que o nosso partido, o Partido Socialista Brasileiro, tomou uma posição clara contrária a esta reforma, porque o partido tem uma proposta de reforma, mas, nesta Casa, só se ouve aquilo que o governo ilegítimo, um governo que está, pela primeira vez na história do País, respondendo por crime comum.”
A posição sobre a reforma trabalhista na Câmara levou o partido a um racha e a legenda chegou a punir os socialistas que foram favoráveis à proposta, incluindo a líder Teresa Cristina (MS). No Senado, além de Fernando Bezerra Coelho, Roberto Rocha (MA) votou a favor da reforma e Lúcia Vânia (GO) foi a abstenção. Antônio Carlos Valadares, Capiberibe e Lídice da Mata votaram ‘não’.
Com a divisão no PSB, o grupo de Fernando Bezerra Coelho e outros insatisfeitos com a postura contrária ao governo Temer – o partido chegou a pedir eleições diretas na última propaganda de televisão – têm se aproximado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

























