Congresso mais reacionário da história

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado engrossa a lista de derrotas marcantes deste mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. O revés para o governo tensiona ainda mais a relação com o Congresso, a menos de seis meses da eleição.
Em junho do ano passado, o Congresso aprovou o projeto de decreto legislativo que anula o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo Lula no mês anterior e que passou por idas e vindas. O texto passou na Câmara e no Senado na mesma noite. Desde 1992, um decreto presidencial não era barrado pelo Congresso, o que impôs uma derrota histórica ao Planalto.
Em dezembro, o Congresso aprovou o projeto de lei que altera regras de dosimetria e reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O texto foi vetado integralmente por Lula no mês seguinte. O Legislativo ainda não analisou os vetos do presidente.

























