A maioria dos políticos do PP não dispõe de dinheiro sequer para pagar seus advogados
O procurador Deltan Dallagnoll, integrante da “força tarefa” da Lava Jato, resolveu cobrar judicialmente de 11 políticos do PP, entre eles o ex-deputado pernambucano Pedro Corrêa, R$ 2,3 bilhões que o partido teria recebido ilegalmente do esquema de propina da Petrobras. A entrega do dinheiro teria sido feita pelo então diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, que ocupava o cargo na companhia como representante do partido. O anúncio feito por Dallagnol rendeu generosos espaços de mídia ao Ministério Público Federal, mas é o tipo da notícia que cairá no vazio. Se a maioria dos políticos petistas, entre eles Pedro Corrêa, não dispõe de dinheiro sequer para pagar seus advogados, onde irão buscar R$ 2,3 bilhões para ressarcir a Petrobras? Além disso, o dinheiro que saiu dos cofres da empresa foi para bancar despesas de campanha e não para enriquecimento ilícito (salvo algumas exceções). Imaginar, portanto, que conseguirá reaver esse dinheiro fica por conta do fundamentalismo do procurador.

























