Enfim, os políticos olham para o crime organizado

Confira coluna de Levi Vasconcelos desta quarta-feira, 5

Vitória (esq.) esteve na Comissão de Finanças
Vitória (esq.) esteve na Comissão de Finanças – 
Por Levi Vasconcelos
Se as pesquisas apontam que 81% do povo é a favor da operação desencadeada pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o que o senhor nos diria sobre os demais governadores adotarem a mesma postura?

A pergunta aí vem do leitor M. J. F., do Nordeste de Amaralina, onde tranquilidade parece ter sumido do mapa.

Amigo, particularmente adotamos a posição de Dom José Rodrigues, bispo de Juazeiro (falecido em 2015), que aconselhava: Quando governos praticam ações que causam terremotos comunitários, cabe a pergunta: eles agiriam assim se a família deles estivesse na comunidade?

Nas pesquisas, 81% dos locais no Rio que foram palco da tal operação aprovaram. Mas a interpretação também sugere outro viés. A população, enfim, viu o poder público fazer algo pela segurança, já que o crime organizado só cresce e os governos nunca atinaram para a imensidão do problema com a seriedade que o caso requer.

Polarização – Convenhamos: conviver num ambiente em que criminosos se julgam no direito de decidir até quem vai morrer é dose. E, do Rio, o crime organizado se espalhou pelo País, passando a sensação de que só piora.

A esperança é que disso saiam boas lições, embora os sinais são evidentes de que a polarização política entrou no jogo. A direita acha que tudo se resolve na bala, Lula diz que tal operação é “uma matança”.

Será que disso vai resultar a solução, que os governos coloquem o interesse público acima de qualquer outro? É difícil.

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