“Eu não sou petista, sou lulista”, diz Silvio Costa

Da Redação do AP
O candidato ao Senado Silvio Serafim Costa (AVANTE) durante entrevista na manhã de hoje (03) no Programa Nossa Voz/Grande Rio FM e reafirmou o seu compromisso com Pernambuco.  Silvio é professor, que atualmente exerce seu terceiro mandato como deputado federal pelo estado de Pernambuco. Foi Vereador do Recife no período de 1992 a 2002 e depois Deputado Estadual de 2002 a 2006.
Silvio Costa clama o povo nordestino à votar em Haddad, candidato de Lula
“Eu não sou investigado pela Polícia Federal, eu tenho 23 anos de vida pública e desafio um brasileiro ou uma brasileira a encontrar um senão na minha vida pública. Eu faço política com lealdade, ética, coragem e, acima de tudo, respeito às pessoas. Eu sou candidato à senador de Pernambuco porque eu quero tentar continuar a construir um Brasil decente, um Brasil onde você seja a pessoa que efetivamente ame o seu país, que você passe a ter orgulho do seu país. Eu sou candidato a senador porque nós temos um Senado, são 81 senadores, 70% têm algum tipo de processo e grande parte está envolvido na Lava-Jato”, disparou.
Sobre as pesquisas para o Senado, onde Jarbas sai na frente, ele alfinetou. “Não estou entendendo essas pesquisas de Pernambuco, o candidato Jarbas Vasconcelos foi citado na Lava Jato, inclusive o apelido dele era ‘Viagra’ e ele recebeu uma propina de R$ 770 mil da Odebrecht e o processo dele só foi arquivado por conta da idade e ele vivia falando mal do ex-presidente Luiz Inácio Lula e da presidente Dilma Roussef e de uma forma cínica ele faz o L de Lula para enganar a população”.
Costa frisou que jamis o pernambucano vai lhe vê envolvido em algum tipo de corrupção. “Jamais você vai me vê numa televisão. Eu tenho quatro netos, dois homens e duas netas. Jamais um neto meu vai me vê envolvido em algum tipo de corrupção”.
Sobre a decisão do Avante em apoiar à candidatura de Ciro Gomes à Presidência e o mesmo ser um defensor do ex-presidente Lula, o que pode confundi o eleitor, de a chapa local ter dois palanques nacionais. “As coligações partidárias no Brasil são uma salada geral. Isso é uma geleia geral. É verdade que o meu partido nacionalmente apoia candidatura de Ciro Gomes. Eu tenho o maior respeito por Ciro Gomes. Mas eu sou admirador do presidente Lula. Foi o presidente Lula que tirou 40 milhões de pessoas da linha de pobreza, foi o presidente Lula que colocou filho de pobre para estudar medicina. Foi o presidente Lula que fez uma política de inclusão social. Foi o presidente Lula que colocou os menos favorecidos no orçamento. Eu sou fã de carteirinha do presidente Lula, eu sou lulista. Eu vou votar no candidato do presidente Lula, eu vou votar em Fernando Haddad. E o presidente do meu partido sabe disso há muito tempo. Eu não sou petista, eu sou lulista. Eu admiro as políticas de inclusão social promovidas pelo presidente Lula em nosso país, sobretudo em Pernambuco. Na minha opinião, o maior presidente da história para Pernambuco foi o presidente Lula. Por isso que eu peço a todos os pernambucanos: votem e Fernando Haddad para presidente”.
Por fim, ele esclareceu que é “lulista” e defende o ex-presidente, condenado  pelo juiz Sérgio Moro,  na mesma Lava-Jato. “Sérgio Moro presta um grande serviço ao país. Tem petista que não gosta que eu diga isso. O Sérgio Moro prendeu o bandido do Eduardo Cunha, o Sérgio Moro prendeu grandes empresários. Mas em relação ao presidente Lula, ele tem o ranço, o ódio de parte dessa elite sulista que odeia o presidente Lula. Ele prendeu o presidente Lula por uma coisa chamada ocultação de patrimônio. Olha, no Brasil inteiro tem a Constituição. Você às vezes tem a escritura de um imóvel, mas se aquilo não for registrado no cartório de imóveis, se seu apartamento não for registrado, ele não é seu. Então Lula foi condenado por ocultação de patrimônio. Acho que o Sérgio Moro tem má vontade. Por exemplo, aquela prisão, condução coercitiva do presidente Lula foi desnecessária. É claro que Sérgio Moro tem má vontade com Lula. Agora em relação aos outros candidatos, modéstia à parte, isso é obrigação. Ética na política não é dever, ética na política é obrigação”.

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