O profissional, que atua no Hospital Municipal de Conceição do Almeida, recôncavo baiano, transportava, de acordo com os agentes, uma carga ilegal de eletrônicos e substâncias controladas.
Itens apreendidos
Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos produtos sem nota fiscal e medicamentos sem regulamentação. São eles:
- 33 aparelhos celulares
- 5 computadores do tipo MacBooks
- 25 unidades de tirzepatida (canetas emagrecedoras)
- 3 unidades de retatrutide
- 10 frascos de anabolizantes
Investigação e indiciamento
Além do flagrante em Minas Gerais, a reportagem recebeu denúncia que o médico é suspeito de comercializar e aplicar frações das canetas emagrecedoras dentro da própria unidade pública.
A Polícia Federal advertiu que os medicamentos apreendidos são de origem irregular e representam uma ameaça à saúde pública, uma vez que os laboratórios fabricantes não possuem permissão para atuar em território nacional.
O médico foi indiciado pelos crimes de descaminho e falsificação, corrupção ou adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.

Influência
O caso ganha contornos complexos devido à forte influência da família do médico na administração da saúde em Conceição do Almeida:
- Alfredo já ocupou o cargo de diretor do Hospital Municipal de Conceição do Almeida.
- A atual diretora da unidade é a esposa do investigado.
- Irmão e outros parentes de Alfredo também integram o corpo médico e administrativo do hospital.
O médico permanece à disposição da Justiça e o caso segue sob investigação da Polícia Federal para apurar o alcance do esquema de venda de medicamentos irregulares e possíveis irregularidades na gestão hospitalar.


























