Por Magno Martins
Maio chegou, daqui a pouco os festejos juninos batem à porta sem a governadora Raquel Lyra (PSD) bater o martelo em relação a montagem da sua chapa. Enquanto João Campos (PSB), com quem polariza a disputa, já percorre o Estado com o vice e seus dois candidatos ao Senado, nem o vice Raquel escolheu.
A única sinalização que deu seria a presença do deputado Túlio Gadelha, que fez a travessia da Rede para o PSD, na disputa por uma das vagas ao Senado. Mesmo assim, nada de oficial. Nem mesmo a vice-governadora Priscila Krause tem certeza da sua candidatura à reeleição.
A governadora atrasou o anúncio da chapa porque não consegue desatar um nó: a escolha do candidato a senador pela Federação Progressista entre Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, e Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação. Nem Dudu, como é mais conhecido o deputado Eduardo da Fonte, apoia Miguel, nem este fecha com a indicação do concorrente.
Uma briga de foice, como se diz na gíria política. O engraçado disso tudo é que Dudu manda na federação, detentora de um latifúndio de fundo eleitoral, maior tempo de TV e a maior bancada na Alepe. Mas para a governadora isso parece não ser um critério que a convença a colocar um ponto final nas desavenças dentro da federação.
Muitas vezes os políticos falam por gestos. No congresso estadual da Amupe, que reuniu mais de 120 prefeitos, Raquel apareceu com Túlio e o senador Fernando Dueire, fez fotos e passou a impressão que já há havia decidido em apostar para o Senado na dobradinha Túlio-Dueire.
Se assim fosse, só restaria a poderosa federação Progressista a vaga de vice. E quem dançaria também seria Priscila, porque o nome mais especulado para vice é o do deputado estadual Antônio Coelho, irmão de Miguel.
MAIS UMA SUPLÊNCIA? – O que corre também nos bastidores é que a governadora gostaria de ter o senador Fernando Dueire como candidato à reeleição. Sem condições, entretanto, de realizar seu propósito por causa do espaço natural da Federação Progressista, só restaria a Dueire a vaga de primeiro-suplente do candidato Túlio Gadelha. Isso seria uma sina triste para Dueire, que chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos depois deste renunciar ao mandato em setembro de 2023.




























