Flanelinhas são acusados de estorquirem motoristas em Petrolina
Ação Popular (AP)
As vagas disponíveis em ruas e avenidas são públicas e qualquer motorista pode estacionar o seu veículo. Mas, em Petrolina, flanelinhas burlam o sistema de Zona Azul – em que os motoristas precisam comprar um cartão para poder estacionar em um determinado horário -, e chegam a cobrar mensalidade no valor de até R$ 60 reais pelas vagas.
Segundo informações chegadas a Redação do AP, os flanelinhas estariam ameaçando os motorista que se recusar a pagar. Eles pedem a gorjeta e se o motorista não der eles ameaçam e dizem que vai arranhar ou quebrar o carro, em algumas vezes já disseram que poderia até tocar fogo.

O Zona Azul em Petrolina foi implantada para garantir a rotatividade das vagas de estacionamento na cidade, assim mais motoristas usariam o mesmo espaço ao longo do dia. Para estacionar em uma dessas vagas o motorista tem que comprar o talão em um dos estabelecimentos autorizados.
O Secretário de Ordem Pública e Segurança Cidadã, Jota Santos disse que infelizmente só pode fazer o que a lei permite. “A lei não nos permite proibir os flanelinhas de estarem na rua, agora quando eles estão demarcando o local a gente apreende o material e chama a atenção deles. Sobre a cobrança das taxas, isso se caracteriza extorsão e isso é crime, quando ele danifica o carro e ameaça também é crime, é preciso que os motoristas formalizem as suas denúncias, pode ser até uma denúncia coletiva, caso contrário ficará complicado de resolver a situação”, lamentou.

Em Juazeiro, a situação não é diferente, principalmente na área bancária. Caso o motorista não pague a gorjeta aos flanelinhas o seu carro pode ser danificado.
Nas duas cidades, as polícias já tem conhecimento do caso e até o momento não puderam intercederem devido a flata de denuncias. O fato vem preocupando a população, principalmente as pessoas que trabalham no centro da cidade que precisam estacionar os seus transportes, inclusive os que trabalham e deixam seus veículos em determinados lugares do centro.
Com informações de Neya Gonçalves


























