Globo pede renovação de TV por 15 anos a Bolsonaro, que já ameaçou dificultar concessão

Em fevereiro, Bolsonaro disse em entrevista ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, na Rádio Tupi, que a emissora televisiva teria ‘dificuldades’

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Bolsonaro e logo da Globo (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Reprodução)

A TV Globo requereu ao Ministério das Comunicações, do governo de Jair Bolsonaro (PL), a renovação da concessão pública para as emissoras do grupo nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife. A informação é da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo. Nos demais estados a transmissão da Globo ocorre por parceiros contratados.

A empresa, ao fazer o pedido, está cumprindo uma exigência legal que determina a renovação da concessão para a transmissão de conteúdos televisivos a cada 15 anos. A última renovação ocorreu com o ex-presidente Lula (PT), em 2008.

O clima entre o atual chefe do Executivo e a Globo não é ameno. Em fevereiro deste ano, Bolsonaro disse em entrevista ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PROS), na Rádio Tupi, que a emissora teria ‘dificuldades‘: “Da minha parte, para todo mundo, você tem que estar em dia. Não vamos perseguir ninguém, nós apenas faremos cumprir a legislação para essas renovações de concessões. Temos informações de que eles (a Globo) vão ter dificuldades.”

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Além disso, segundo informações de junho do site NaTelinha, o ocupante do Palácio do Planalto estava decidido a não renovar a concessão da Globo. Fontes confirmaram que a intenção do presidente era de tumultuar o processo e, inclusive, já teria avisado sua equipe que deveria enviar um decreto ao congresso se posicionando contrária à renovação.

Além do próprio presidente, seus apoiadores também costumam repudiar a emissora, tendo como um de seus lemas a frase “Globo lixo.”

A coluna da Mônica Bergamo, no entanto, informa que a possibilidade de Bolsonaro impedir a renovação é “praticamente nula.” E mesmo que tente, caberá ao Congresso Nacional a palavra final sobre o caso, também havendo a possibilidade de um eventual novo presidente eleito em outubro analisar o pedido.

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