Greve geral: Mais de 5 mil trabalhadores ocupam ruas de Juazeiro; ponte é interditada. Veja as imagens
Ação Popular (AP)
Mais de 5 mil trabalhadores ocuparam as ruas do centro de Juazeiro, Bahia, na manhã desta sexta-feira (28) para protestarem contras as reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização. O ato contou com a participação das seguintes entidades: Associação dos Professores Licenciados da Bahia – APLB Sindicato em Juazeiro, Sindicato dos Servidores Públicos de Juazeiro – Sinserp, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro, Sindicato dos Bancários de Juazeiro, Sinergia, Pastoral Católica, Sem Terras, Fenafisco, Sindpoc, OAB-Juazeiro, Sindicato dos Comerciários, professores e estudantes universitários, dentre outros. A Greve Geral acontece hoje em todo Brasil.
O Diretor da APLB/Sindicato, Gilmar Nery, avaliou o ato. “Estamos aderindo à greve geral no Brasil após 20 anos contra as reformas prejudiciais ao trabalhador. Estamos em um momento critico e o Brasil passa por uma crise institucional trazendo enormes prejuízos para o trabalhador com reformas que retiram conquistas históricas. Estamos todos parados hoje e unidos para dizer não a PEC da morte. Não vamos aceitar isso, agradecemos a participação de todos os trabalhadores”.

Gilmar informou que além dos professores, os alunos e pais aderiram à paralisação. “A comunidade escolar, os pais dos estudantes e diversas outras categorias estão aqui no movimento, a cidade parou. Estamos passando pelas Ruas do comércio para chamar a atenção dos trabalhadores contra as maldades do governo Michel Temer. Além disso, contamos com a presença da pastoral, igreja católica – a exemplo do padre Josemar Mota, dos representantes dos sindicatos das cidades circunvizinhas de Sobradinho e Curaçá, do MST, entre outros. Essa é uma luta de todos nós”.

A Secretária de Educação de Juazeiro, Lucinete Alves da Silva, disse que é preciso união neste momento. “Precisamos nos juntar contra este governo golpista, a defesa é de todos os trabalhadores. Precisamos dar as mãos para vencer esta batalha. Com a reforma, os trabalhadores da área de educação ficarão prejudicados com o prolongamento da aposentadoria”.

Representando o Sindicato dos Bancários de Juazeiro e região, Joaci Ferreira Gomes, disse que os trabalhadores atenderam o chamado das classes sindicais. “As categorias estão bastante organizadas e atendeu nosso chamado, este momento é único e precisamos dar um basta neste governo. A adesão foi de 100% na classe bancária em Juazeiro e Região, fechamos as agências e viemos às ruas lutar pelos nossos direitos”.

O delegado da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital -FENAFISCO, Silvonei Falcão, afirmou que toda categoria aderiu a greve. “Não podíamos ficar de fora de um momento histórico como deste, 100 % da nossa categoria está nas ruas reivindicando os nossos direitos. Não podemos aceitar isso”.
Representando o Sindicato da Policia Civil da Bahia em Juazeiro, a escrivã da Marielza Cavalcante, afirmou que a categoria também abraçou o movimento. “Nós que fazemos parte do sindicato apoiamos o movimento e estamos na manifestação. Mais acredito que o movimento poderia ser bem maior”.

O diretor Executivo do Sindicato da Policia Civil, Erasmo Mendes, alertou a população sobre as maldades do Governo Temer. “A sociedade ainda não está consciente das mazelas que vem sobre a PEC que vai destruir os trabalhadores, a exemplo, da nossa categoria que vai atingir a nossa aposentadoria especial, isso não é justo e vamos continuar lutando. Trabalhamos com bandidos, somos ameaçados e tudo isso atinge o nosso psicológico e com a aprovação vamos demorar de nos aposentar e isso vai nos prejudicar”.

O Vereador Allan Jones (PTC), disse que os trabalhadores estão fazendo valer os seus direitos. “Não podemos deixar essas reformas serem aprovadas, é um retrocessos e nossos direitos garantidos serão desrespeitados, nenhum direito garantindo deve ser retirado”.

O Diretor do Sinergia, Gabriel Arcanjo, classificou o ato do governo como uma afronta à sociedade. “Agradeço a presença de todos, temos que barrar esta falta de respeito com o trabalhador brasileiro implantada por este presidente corrupto Michel Temer”.

A professora da Universidade do Estado da Bahia, Campus III, em Juazeiro, Eldonilce Barros, se mostrou satisfeita com a participação popular. “Estou muito satisfeita e principalmente com o apoio popular quando passamos pelas Ruas do comercio todas as lojas baixaram as portas, isto significa que é uma luta do povo e não partidária”.

A OAB-Subsessão de Juazeiro esteve presente através do advogado Marcos Santana. “Não só os trabalhadores de outras categorias como nós advogados seremos penalizados com as reformas. A OAB Nacional aderiu ao movimento por vê que as medidas são ante-populares. A entidade não foi constituída para discutir os pontos contidos nos projetos, e estamos vendo isso como uma imposição prejudicial a todos”, lamentou.
Para o presidente do Sindicato dos Comerciários, Renato Sena os trabalhadores deram resposta nas ruas. “Isso significa que todas as categorias não aceitam as imposições do Governo Federal de empurrar por goela abaixo seus projetos malignos. Em Juazeiro os comerciários foram as ruas, muitos comerciantes decidiram apoiar o movimento baixando as portas e liberando os funcionários para participarem do movimento. Isso significa dizer que nem só os trabalhadores, como os comerciantes serão prejudicados com as reformas do governo”, avaliou.

O Diretor do Sinserp, Cícero José, disse que a luta em Juazeiro está fortificada. “A causa é de toda classe trabalhadora e graças a Deus os trabalhadores atenderam o nosso chamado indo para as ruas no dia de hoje. O objeto é barra este projeto que só vai prejudicar todos os trabalhadores”.
Assim que o movimento estava passando pelas ruas do centro, comerciantes baixaram as portas liberando os empregados para participarem do movimento. Naquele momento, alguns grevistas se emocionaram e bateram palmas pela atitude dos empresários. Dando prosseguimento, o movimento se dirigiu para a Ponte Presidente Dutra quando houve a interdição por alguns minutos. Os trabalhadores de Juazeiro e Petrolina se encontraram na ponte para fazerem o protesto juntos.























































































