Greve na Chesf

Trabalhadores da Chesf fazem greve até esta quarta. Mas paralisação pode seguir por tempo indeterminado

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Pedro Maximino

Exigindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2014, os trabalhadores da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) iniciaram na segunda-feira (11) uma paralisação que deve seguir até esta quarta-feira (13). O Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE) afirma que a paralisação chega a 95%, enquanto a Chesf fala em 85%.

“A dificuldade é por conta da empresa, que até agora não quis negociar a PLR”, afirma Fernando Neves, diretor intersindical do Sindurb-PE. Segundo ele, não há razão para a Chesf não repassar os valores para seus funcionários. “Nós vimos os resultados operacionais da empresa. Mesmo com menos funcionários, a produtividade aumentou. Os trabalhadores merecem receber a PLR.”

De acordo com Neves, a paralisação é uma advertência. “Estamos cobrando um direito nosso, de pessoas que se desdobram para manter a empresa funcionando. Vamos aguardar uma resposta até quarta-feira.” Caso a Chesf não se pronuncie oficialmente, os trabalhadores vão se reunir em assembleia e, segundo Neves, podem optar pela paralisação por tempo indeterminado.

Em resposta, a assessoria de imprensa da Chesf afirmou que, mesmo com a paralisação, “não há qualquer prejuízo para a segurança no fornecimento de energia elétrica” e que está dialogando com os trabalhadores através da “participação em todos os fóruns nacionais de negociação”.

Quanto ao repasse da PLR, a empresa afirma que “é um direito assegurado quando a empresa dá lucro e distribui dividendos. A Chesf e sua holding Eletrobras registraram prejuízo em 2014.” A Eletrobras fechou 2014 com prejuízo de R$ 3 bilhões, embora a Chesf tenha registrado lucro em algumas regionais.

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