As larvas na boca da idosa eram resultado de um quadro avançado de miíase oral, uma infestação popularmente conhecida como “bicheira”. A condição é associada à falta de higiene e cuidados adequados, especialmente em pacientes com feridas ou em situação de vulnerabilidade.
Logo depois de ser resgatada, a idosa foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, transferida para a Santa Casa. Durante a internação, os médicos também identificaram um quadro de pneumonia, o que agravou ainda mais seu estado de saúde.
Até o momento, não há informações divulgadas sobre o velório e o enterro da idosa.
Casa de repouso clandestina
A casa de repouso onde a idosa vivia operava de forma irregular e sem alvará de funcionamento, sendo interditada pela Vigilância Sanitária após denúncias sobre as condições do local. Além dela, outros 12 idosos estavam abrigados no local.
Durante a fiscalização, foram identificados problemas como falta de profissionais suficientes para atender os pacientes e ausência de identificação adequada dos medicamentos administrados aos idosos.
Os idosos que estavam no local foram retirados e entregues às famílias ou encaminhados para atendimento. Em um dos casos, uma idosa precisou ser levada a um hospital particular para avaliação médica.
A ação envolveu equipes da Vigilância Sanitária, Assistência Social, SAMU, além da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
Polícia investiga
Apesar da interdição do local, o caso segue sendo apurado pelas autoridades, que investigam as circunstâncias do atendimento prestado à vítima. A investigação também apura como funcionava o atendimento na casa e se houve negligência nos cuidados com os pacientes.
Até o momento, ainda não há informações sobre os responsáveis pelo local nem sobre o paradeiro dos familiares da idosa que foi internada em estado grave.




























