Justiça condena governo de Pernambuco a pagar R$ 90 mil a delegada

A delegada Natasha Dolci venceu mais uma batalha na Justiça pernambucana. Três dias após a Justiça determinar que o Governo do Estado suspendesse qualquer punição disciplinar contra ela, como demissão, por exemplo, uma nova decisão prevê que a profissional receba uma indenização de R$ 90 mil por danos morais. O Poder Executivo ainda pode recorrer da sentença.

Nesta quinta-feira (5), a juíza Milena Ferraz Cintra, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, julgou uma ação ordinária com pedido de tutela provisória de urgência ajuizada pela delegada. Natasha alegou que foi afastada das funções por 120 dias durante processo administrativo disciplinar da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), em abril de 2024, sem ser notificada para a apresentação de defesa prévia.

De acordo com Natasha, nesse período ela foi obrigada a comparecer diariamente ao setor indicado pela Diretoria de Recursos Humanos da Polícia Civil, onde deveria registrar presença e permanecer durante o expediente. Ela também entregou a carteira funcional, arma de fogo e munição.

O processo administrativo foi instaurado após Natasha ser flagrada em uma interceptação telefônica conversando com o empresário Rodrigo Carvalheira, acusado de estupro. Na época, a delegada afirmou que não era a responsável pelo inquérito contra o empresário, não tinha intenção de interferir em investigação e que falou com ele na condição de amiga.

Nas redes sociais, a delegada comemorou a decisão. “Nunca fui corrupta. A sentença reconheceu que as próprias delegadas confessaram que eu nunca interferi na investigação do Rodrigo Carvalheira. Governadora, quando a senhora ficou aí se omitindo durante dois anos, a Justiça está começando a agir. Que tal a senhora começar a punir as delegadas que fizeram isso comigo, a SDS que me suspendeu indevidamente?”, declarou em vídeo no Instagram.

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