Dilma Roussef recebendo a faixa presidencial de Lula em 2011
Ao menos quatro ministros do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. À época, André de Paula, titular da Pesca e Aquicultura, e Juscelino Filho, chefe da pasta das Comunicações, eram deputadoes federais e votaram a favor do impedimento da petista.
Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, era senadora e também concordou com a deposição de Dilma.
Carlos Fávaro, titular da Agricultura e Pecuária, era vice-governador de Mato Grosso à época da votação do impeachment, mas participou de manifestações populares pelo impedimento de Dilma, inclusive com postagens nas redes sociais.
Carlos Fávaro, hoje ministro de Lula, em manifestação pelo impeachment de Dilma
Os três ministros que eram do Congresso Nacional em 2016 — Simone Tebet, André de Paula e Juscelino Filho — também votaram, em 2016, a favor do teto de gastos, modificado por Lula ainda na fase de transição do novo governo por meio da proposta de emenda à Constituição (PEC) do estouro, que tem a finalidade de bancar promessas de campanha, como o Bolsa Família a R$ 600, mais R$ 150 para cada filho de até seis anos.
Entre os parlamentares que hoje são ministros de Lula que votaram pelo impeachment de Dilma, as justificativas concentravam-se em princípios morais. Durante o voto, André de Paula destacou a “ética e a decência” na política.
Juscelino Filho atribuiu a posição a “um futuro melhor para o nosso Brasil”, enquanto Tebet citou “consequências nefastas a esta e às futuras gerações que pagarão esta conta, fruto dessa irresponsabilidade fiscal, por todo o mal que causou e está causando à população brasileira” e a “esperança de melhores dias”.
Em 2016, em reação à deposição de Dilma Rousseff, aliados da então presidente e de Lula chamavam o processo que institutiu Michel Temer (MDB) como presidente de golpe.
Na mesma linha, os apoiadores dos petistas, inclusive de movimentos sociais, classificavam a medida que limitava os gastos públicos de “PEC do fim do mundo” e da “morte”.
























