Moro sofre pressão do mundo político e jurídico
Caso dos Hackers
Moro sofre pressão, mas reforça narrativa
Ministro Sérgio Moro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O Estado de S. Paulo – Coluna Estadão
A portaria n.º 666, publicada pelo Ministério da Justiça e que permite a deportação sumária de estrangeiro “perigoso” serviu para aumentar a pressão no mundo jurídico e político para que o ministro Sérgio Moro mantenha distância regulamentar do caso dos hackers para o bem da investigação. Entre procuradores, a portaria foi interpretada como “vaga”, e a OAB pensa em recorrer contra ela.
Na outra ponta da disputa, porém, a entrada em cena de Manuela D’Ávila foi comemorada pelo estafe de Moro: reforça a tese de armação política contra ele.
Além de ter sido candidata a vice de Fernando Haddad (PT) em 2018, Manuela (PCdoB) é figura de destaque do movimento Lula Livre e foi saudada publicamente pelo ex-presidente como uma de suas sucessoras na esquerda.
Manuela D’Ávila, citada pelo hacker como a pessoa que teria fornecido seu contato a Glenn Greenwald, está passando uma temporada na Inglaterra, onde fez um curso.
Justamente no dia do depoimento do hacker conhecido como “Vermelho”, a ex-deputada iniciava suas férias.
Na PF, impressionou o amadorismo dos hackers de Araraquara. Como exemplo contrário, um agente lembrou de uma quadrilha de traficantes que demorou quase 20 anos para ser presa, apesar de grampeada e monitorada.
Um conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) diz que, se a operação que prendeu os hackers mudar a reclamação disciplinar contra Deltan Dallagnol para alguma coisa, será para pior. Na visão dele, ela só comprova que as conversas foram verdadeiras.
























