Opinião: O prefeito-turista
Opinião
Recife não elegeu um prefeito trabalhador, dedicado, comprometido em realizar pelo menos parte das promessas de campanha. Optou por um turista, que adotou a poltrona do avião como a sua segunda casa. Nunca se viu na história da cidade um gestor para gostar tanto de viajar. E o mais grave: em permanente lua de mel, sempre acompanhado da namorada da deputada paulista Tabata Amaral, que abandonou São Paulo.

Depois do desgaste de participar do festão da família Campos, o casamento do irmão Pedro, na badalada praia dos Carneiros, embalada pela canção “estamos cheios de dinheiro”, promovendo aglomeração em plena pandemia, o prefeito-turista arrumou as malas, ontem, embarcando para Colômbia. Ficará por lá cinco dias com um gigantesco grupo de 15 pessoas, entre os quais secretários municipais e até deputados socialistas.
Tudo para conhecer uma experiência que o antecessor Geraldo Júlio já copiou e que não serviu em absolutamente nada para reduzir a violência no Recife. Aliás, a vice-prefeita Isabella de Roldão acabou de voltar de lá. Não seria o suficiente para passar o que viu e aprendeu ao prefeito? Quem fez a cabeça do prefeito-infante foi o secretário de Segurança, Murilo Cavalcanti, que presta serviços para o Governo colombiano.
Todos os anos ele promove uma “caravana da alegria” a Medellín e Bogotá, as duas principais cidades da Colômbia. Nas últimas duas décadas Medellín acompanhou os desenvolvimentos urbanos da sociedade colombiana, tornando-se um modelo não só para outras cidades na Colômbia, mas também para outras cidades da América Latina.
Em algumas áreas, deixou para trás seu eterno rival, Bogotá, com grandes avanços em questões como a mobilidade e dos transportes, a educação pública e de convivência, infraestrutura social e aumento de emprego, a obtenção de resultados que atendam às necessidades de um número crescente de pessoas. Deixando de lado, com isso, o estigma carregado por tantos anos, devido ao tráfico de drogas.
Por: Magno Martins


























