Serviços de implantação de áreas verdes do Parque Eduardo Campos custaram quase R$ 5 milhões e foram executados pela “empreiteira dos parques”
Do Blog Manoel Medeiros
Inaugurado com muito concreto e poucas áreas verdes, o Parque Eduardo Campos, Zona Sul do Recife, teve entre os seus custos um contrato de paisagismo de R$ 4,8 milhões, incluindo R$ 412 mil de um aditivo assinado às vésperas da inauguração incluindo “serviços extras e excedentes”. Todos os pagamentos já foram realizados e estão registrados na plataforma de acompanhamento dos gastos públicos do Tribunal de Contas do Estado. A execução do serviço foi realizada pela Construtora FJ Ltda., notabilizada durante a gestão João Campos como a empreiteira de vários parques e praças da cidade. O custo total do novo equipamento ultrapassou os R$ 120 milhões.
A Construtora FJ foi escolhida pela Secretaria de Projetos Especiais do Recife para realizar a implantação do paisagismo do Parque Eduardo Campos por meio de licitação, que contou com outros cinco concorrentes. De acordo com a proposta da empresa, apenas os serviços preliminares para a realização dos serviços custaram R$ 1,9 milhão. Já a adubação e irrigação tiveram valor superior a R$ 520 mil. Na proposta, estavam previstas as plantações de 29 mil m² de grama e 33,3 mil mudas, entre elas 50 ipês amarelos, quatro palmeiras imperiais e 4,3 mil jiboias.


A FJ existe desde 2022 (a partir da reativação de um CNPJ de 1982) e pertence a dois sócios, entre eles o empresário Felipe Emanoel Pereira Leite da Silva, de 22 anos, que aparecia nas redes sociais até há pouco tempo como noivo da enteada do blogueiro Magno Martins. Após os primeiros questionamentos, as informações relacionadas à relação não aparecem mais ao público, mas há vários registros de fotos do empresário e do jornalista juntos. O blogueiro está processando na esfera criminal o militante Gabriel Asafe por questionamentos realizados a respeito da empresa.

A ascensão da empreiteira coincide com o período da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB), tendo vencido mais de 23 licitações e faturado cerca de R$ 75 milhões, a maior parte dos pagamentos via Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). Entre as obras de responsabilidade da empreiteira, estão a primeira e a segunda etapa do Parque da Tamarineira, questionadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O crescimento das contratações junto ao Recife coincide com o período em que o blogueiro teria minimizado as críticas ao prefeito da cidade, a quem já chamou de “infante” e “viajante”.
GRUPO – Além de Felipe Emanoel, que tem 50% das cotas da empresa (R$ 2 milhões), a Construtora FJ tem como sócio o seu tio, Wellington Pereira Ramos. O grupo familiar ainda é composto por mais duas empresas: a Construtora Mardifi e a Construtora Faella. Juntas, as três já prestaram serviços ao município do Recife que totalizam R$ 147 milhões de faturamento desde 2021. Até julho de 2025, a FJ e a Mardifi funcionavam no mesmo endereço, em Boa Viagem, no Recife.



























