PT usa atuação de ACM Neto em Salvador para criticar rival em Recife: ‘mesmas condições’
A campanha da deputada federal Alice Portugal (PCdoB) já acumula aproximadamente R$ 240 mil em dívidas, aponta o sistema criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação de contas. Segundo o TSE, o valor é referente a despesas com cinco fornecedores ainda não pagas por Alice, que conseguiu arrecadar apenas R$ 3 mil em doações feitas por pessoas físicas. Reflexo da proibição ao financiamento eleitoral por empresas, o problema de caixa não é exclusividade da comunista. Até ontem, cinco candidatos à prefeitura de Salvador não haviam informado nenhum tipo de recurso recebido, bem como qualquer gasto contratado, incluindo o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PDT) e Cláudio Silva (PP), que pertencem a legendas com maior estrutura e acesso ao fundo partidário. ACM Neto (DEM) é o único da lista com a campanha no azul. Ao todo, foram doados a Neto R$ 1,025 milhão, sendo R$ 1 milhão através de repasse feito pela Direção Nacional do DEM. Os custos apresentados e quitados pelo democrata somam R$ 547.546,40.
Mão amiga
Em plena corrida pela reeleição, ACM Neto vai dedicar parte do tempo para ajudar aliados em cidades do interior. A primeira etapa do périplo começa pela Região Metropolitana. Na noite de hoje, ele participa de um comício da candidata do DEM em Candeias, a ex-prefeita Tonha Magalhães. Na próxima semana, é esperado no palanque do vereador democrata Antonio Elinaldo, que disputa o comando da prefeitura de Camaçari. O apoio de Neto é visto como trunfo da oposição ao PT na Bahia, sobretudo nos maiores municípios do estado, onde pesquisas recentes o colocam como principal puxador de votos entre líderes políticos de expressão.
Inimigo útil
O destaque obtido por ACM Neto ultrapassa até as divisas baianas. Curiosamente, é usado pelo PT para atacar adversários. É o caso do candidato da legenda em Recife, João Paulo. Ao criticar ontem pela imprensa o prefeito da capital pernambucana, Geraldo Júlio (PSB), o petista usou Neto como arma. “Ele está governando lá com as mesmas condições daqui. E lá o governador (Rui Costa) é do PT. Mesmo com isso é o prefeito mais bem avaliado do Brasil”, disparou João Paulo, na tentativa de desconstruir o discurso do rival na eleição, para quem a crise econômica impediu o cumprimento de promessas feitas durante a sucessão de 2012.
Fora do jogo
Cem políticos na Bahia saíram do páreo nos primeiros dez dias do período eleitoral. No total, 91 apresentaram renúncia – 80 candidatos a vereador, quatro a prefeito e sete a vice. Dos nove restantes, oito foram indeferidos pelo TRE por não reunirem condições necessárias ao registro e um teve o pedido cancelado por solicitação do próprio partido.
Passa e repassa
Entre os que abandonaram a corrida eleitoral, está Iuri Alves (Rede), vice na chapa liderada por Fábio Nogueira (Psol) em Salvador. Alves deixou o posto, segundo a assessoria do Psol, por causa de problemas com a documentação exigida para regularizar candidaturas. Com isso, o primeiro indicado da Rede, o produtor cultural Babuca Grimaldi, reassumiu a vaga.
Pílula
Tropa baiana : O ex-ministro Juca Ferreira e o casal Jaques Wagner e Fátima Mendonça estão entre os convidados para acompanhar Dilma Rousseff no julgamento do impeachment.
“Ê, infiel, aqui em Iaçu não existe coronel, o povo vai te dar resposta na eleição, assuma as consequências dessa traição”, cantora anônima, em paródia do hit da cantora sertaneja Marília Mendonça, cuja autoria é atribuída à campanha do prefeito da cidade, Nixon Duarte (PMDB), que era apoiado pelo ex-prefeito Adelson Oliveira, mas virou seu inimigo após o aliado romper com ele e lançar candidatura pelo PPS.


























