Na fala, o presidente enfatizou a necessidade urgente de combater a violência de gênero e o feminicídio no Brasil.
“Minhas amigas e meus amigos, amanhã, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher, um dia de reflexão sobre como o nosso país trata as mulheres e, mais que isso, como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres. Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja: a cada 6 horas um homem matou uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, começou o presidente.
Lula ainda detalhou medidas governamentais estratégicas, como o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e o monitoramento eletrônico de agressores para garantir o cumprimento de medidas protetivas.
“Apesar de tudo o que fizemos, a exemplo do Disque 180, da Lei Maria da Penha e da lei que tipifica o crime de feminicídio, homens continuam agredindo e matando mulheres. Mesmo com o agravamento da pena para o feminicídio, com até 40 anos de prisão para os assassinos, homens continuam agredindo e matando mulheres. Não podemos nos conformar”, completou o presidente.
Além da segurança física, o presidente abordou o avanço em direitos trabalhistas, defendendo a igualdade salarial e o fim da jornada exaustiva de trabalho.
Lula também expressou preocupação com o impacto das apostas digitais na economia doméstica e a importância de proteger mulheres e jovens contra o discurso de ódio na internet.
Por fim, Lula reforçou o compromisso do Estado em construir uma sociedade onde as mulheres possam prosperar com plena liberdade e dignidade.
“Neste mês das mulheres, vamos anunciar novas medidas para ampliar a segurança de mulheres e meninas e combater o assédio online. O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam; é um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar. Peço a Deus que este seja um ponto de virada na história do nosso país, porque quando uma mulher é violentada é o Brasil que sangra, e nós não aceitaremos mais sangrar em silêncio. Todos juntos por elas”, finalizou Lula.




























