Por Magno Martins
Em Triunfo, onde participou do congresso estadual de vereadores, sexta-feira passada, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadelha (PSD), um dos nomes ventilados para compor a chapa da situação ao Senado, parecia estar no palanque da oposição como aliado de João Campos (PSB).
O tom do seu discurso não soou bem aos ouvidos de Raquel e destoou de todos “concorrentes” ao Senado, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD) e Miguel Coelho (UB). Foi o tempo todo de bajulação ao presidente Lula (PT), para se diferenciar dos demais do ponto de vista ideológico, como militante de esquerda.
Mas em sua fala, nem a governadora citou Lula, preferindo fazer loas à sua gestão como uma Brastemp, quando se sabe que não há entregas de obras estruturadoras, apenas um amontoado de tapumes e uma porção de ordens de serviço sem previsão de início de obras tampouco prazo para conclusões. Já bem perto dali, em Serra Talhada, distante apenas 33 km de Triunfo, no mesmo dia, a senadora Teresa Leitão (PT) desmentia o discurso de Túlio Bernardes.
“Os senadores de Lula são Humberto e Marília”, retrucou a petista, delineando o território eleitoral no Estado. Túlio Bernardes sempre pertenceu a uma esquerda festiva. Quando fez a travessia de um partido no campo de Lula, a Rede Sustentabilidade, para o PSD, virou direita. Seus apoiadores, se de fato vier a disputar o Senado, são bolsonaristas.
Vão pedir voto para ele os deputados que estão assumidamente no palanque presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entre os quais Mendonça Filho, Coronel Meira, Pastor Eurico, Clarissa Tércio e o ex-ministro Gilson Machado Neto, além de dezenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores.
O discurso de Gadelha Bernardes não coaduna, portanto, com o seu palanque em Pernambuco. Se persistir, soará como oportunista, tentando alavancar popularidade e votos no prestígio e na força do que o presidente Lula tem em seu Estado natal.
MAQUIAGEM – Dois dias após afirmar em Triunfo que a reforma em alguns hospitais do Estado não são maquiagens, até porque a única maquiagem que aceita em vida é no seu rosto pela maquiadora Rosa, mais um teto de uma emergência de saúde reformada veio abaixo ontem: a do Hospital Agamenon Magalhães, em Casa Amarela. Nas últimas semanas, a mesma unidade de saúde já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.


























