“Viramos a república do leite condensado”, diz Wadih Damous

“Chicletes e leite condensado não configuram interesse público”, afirma o político

Wadih Damous e Jair Bolsonaro
Wadih Damous e Jair Bolsonaro (Foto: Ederson Casartelli/247 | REUTERS/Adriano Machado)

“Viramos a república do leite condensado. É verdade que temos de distinguir as coisas. As compras foram para órgãos do governo e não para a despensa de Bolsonaro. Mas a quantidade de itens supérfluos é estarrecedora. Chicletes e leite condensado não configuram interesse público”, postou o ex-deputado Wadih Damous, sobre as compras superfaturadas de chicletes e leite condensado feitas pelo governo Bolsonaro. Inscreva-se na TV 247 e saiba mais sobre o caso:

Sputnik – Após reportagem que denunciou que o total das despesas do governo federal brasileiro com alimentos soma mais de R$ 1,8 bilhão em 2020, o Tribunal de Contas da União (TCU) foi acionado por diversos parlamentares.

A denúncia de que órgãos do governo federal gastaram mais de R$ 15 milhões com leite condensado em 2020 virou motivo de piada, mas também pode gerar uma investigação no Tribunal de Contas da União.

Segundo reportagem do site Metrópoles, o gasto global do Executivo federal com alimentos e bebidas registrou um aumento de 20% em relação a 2019. Neste total estão ainda despesas de cerca de R$ 2,2 milhões com chicletes e R$ 32,7 milhões com pizza e refrigerante, por exemplo.

Em documento protocolado no TCU, o senador Alessandro Vieira e os deputados federais Tabata Amaral e Felipe Rigoni argumentam que o aumento das despesas fere o princípio da moralidade administrativa.

“Em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados”, diz um trecho da representação.

Representantes do PSOL, o deputado David Miranda e as deputadas Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis protocolaram uma ação para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, abra investigação sobre os gastos de R$ 1,8 bilhão, escreve o Estado de São Paulo.

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