Homofobia: Delegado contesta as declarações feitas pelo estudante Anderson Veloso

Andréa Lopes – Ação Popular

O caso do estudante de psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Anderson Veloso, de 21 anos, repercutiu em todo o país. O jovem relatou que foi sequestrado quando caminhava pela Rua Tupinambás, no bairro Maria Auxiliadora, Zona Central de Petrolina. O Fato teria ocorrido no sábado (30), mas só foi registrado pela polícia na última segunda-feira (02).

delegado daniel
Delegado Daniel Moreira

 Segundo as declarações do estudante, a abordagem foi feita por três homens armados em um carro preto, em seguida, o levaram para um lugar deserto, onde tinha muita areia e mato, nesse local, Anderson teria sido agredido e violentado sexualmente pelos três homens.

Contudo, as afirmações do jovem foram contestadas pelo Delegado que acompanha o caso, Daniel Moreira, ele acredita que pode estar havendo algum tipo de “exagero” por parte da vítima.

viado
Estudante Anderson Veloso

“O laudo oficial da perícia ainda não saiu, porém extra oficialmente, temos a informação que não havia nenhuma lesão. Não existiu lesão corporal, nem anal, como a vítima alega ter sofrido. Creio que possa estar havendo algum exagero. Acredito que ele foi sequestrado sim, mas o médico legista não verificou vestígios de violência anal, já que a vítima afirmou que houve violação com um pedaço de galho (no ânus). Este tipo de lesão é característico, mesmo com três ou quatro dias, ainda fica algum vestígio. Ele sofreu um crime homofóbico, contudo ainda não sabemos em que grau”, declarou Daniel Moreira.

O delegado ainda destacou que foi preciso buscar Anderson na universidade, para que a perícia pudesse ser realizada. “Tem algumas coisas estranhas. Não sei o que está acontecendo, Anderson procurou a delegacia na segunda-feira e o encaminhamos para fazer o exame sexológico e traumatológico, e ele, simplesmente, não foi fazer. A vítima foi orientada a comparecer no dia seguinte para formalizar seu depoimento e também não foi. Tentamos contato e não conseguimos, precisou ir até a casa dele e em seguida na Univasf para podermos encaminhá-lo à perícia”, contou o delegado.

Informações Rádio Jornal/Waldiney Passos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *