Turbulência: Ministério Público Federal trabalha com hipótese de que Paulo Casar Morato não resistiu à pressão e suicidou-se

Paulo César Morato

A Polícia Civil de Pernambuco ainda não concluiu as investigações sobre a morte do testa de ferro do esquema da Operação Turbulência, Paulo Casar Morato, dono da já famosa empresa fantasma Câmara e Vasconcelos, mas o Ministério Público Federal – que não acompanha o caso oficialmente – informou, em documentos oficiais do caso, que o empresário que apareceu morto em um motel de Olinda pode não ter resistido à pressão psicológica exercida pelos demais integrantes da organização e suicidou-se. O empresário apareceu morto, envenenado, em 22 de junho, um dia depois da deflagação da operação pela polícia federal, na capital pernambucana.

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No dia 21 de julho passado, o Blog de Jamildo informou que a procuradora Adriana Fontes questionou o procurador geral Carlos Guerra, em reunião do Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPPE), se já havia sido designado um promotor para acompanhar o inquérito sobre a morte do empresário Paulo Cesar Morato.

O que chamou mais atenção foi que, na ata oficial da reunião do MPPE, o caso da morte do empresário Paulo Morato foi tratado expressamente como “assassinato”. Não se sabe se há alguma informação privilegiada no MPPE que justifique esta afirmação.

Na reunião, Carlos Guerra respondeu que não tinha recebido “nenhuma reclamação” até o momento, mas, ante a colocação da procuradora, iria designar um promotor para acompanhar o caso.

Na reunião, o corregedor Renato Silva Filho disse “ser importante essa designação diante da polêmica que tem cercado a investigação”, sem especificar qual seria a “polêmica”.

O Governo do Estado, horas após o corpo ser encontrado, assegurou que teria sido suicídio e, até hoje, não divulgou o resultado final das perícias.

O fato concreto é que a designação de um promotor especial para acompanhar um inquérito é situação excepcional, que não costuma ocorrer em casos de suicídio. Geralmente, atua no inquérito o promotor sorteado por livre distribuição do processo. (Jamildo Melo)

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