Além da sujeira e do abandono, trabalhadores ambulantes são impedidos de trabalhar no Ceasa de Juazeiro
Ação Popular (AP)
Trabalhadores do Mercado do Produtor em Juazeiro estão chateado com a forma que vem sendo tratados. Depois que as carroças foram proibidas, pessoas passaram a usar os carrinhos, sendo chamadas no local de carrinheiros, mas segundo um desses trabalhadores, o senhor Manoel Nunes afirma que a direção do Ceasa está impedindo ele e outras pessoas de trabalharem porque não quer ceder placas para que possam colocar em seus instrumentos de trabalho.
“Eu trabalho no Mercado há mais de ano e agora inventaram que nós carrrinheiros não tem placa estamos impedidos de trabalhar. Então já pedi a direção para que faça o emplacamento, mas ela diz que não tem mais placas para se fazer o cadastro. Na verdade eu quero que libere o emplacamento para que possa trabalhar e sustentar meus filhos”, lamentou.

O trabalhador fez uma denuncia grave com relação ao monopólio dos carros dentro do mercado. “Tem pessoas que tem de 100 a 150 carrinhos e todas elas cadastradas, enquanto isso outras não tem nada. Essas pessoas alugam esses carrinhos para terceiros complicando a nossa vida”. Seu Manoel afirmou ainda que chega todos os dias às 4 horas da manhã para trabalhar, e quando foi pegar o seu instrumento de trabalho não estava no local. “Eles quebraram o cadeado e carregaram para um pátio. São mais de 30 carrinhos presos”. Ele argumentou ainda que a partir de novembro a direção prometeu o retorno de todos. “Isso é uma desculpa para nos tirar de dentro do Mercado. Eu quero que tire de quem tem 150 cadastros e der para quem não tem”.
Outra pessoas que trabalha no Ceasa que está insatisfeito é o permissionário Rogério da Cenoura. “Aqui está tudo abandonado, com muito lixo, buracos, jogado as traças. Durante a noite é muita escuridão e roubo. Não se pode deixar um caminhão parado que o ladrão vem armado e leva tudo”, denunciou.
Os problemas dentro do mercado vão além. “Para nós trabalhadores usar o sanitário somos obrigados a pagar R$ 2 reais. Um recinto sujo, podre com merda para todo lado’, desabafou Seu Manoel.
Outro permissionário chateado com a situação é o Senhor Zé do Melão. “Sou comerciante aqui há mais de 15 anos e o nosso mercado está jogado para o lixo. Não tem policiamento, infraestrutura, muita sujeira, a noite é uma escuridão infeliz”.
De acordo levantamentos do AP, tudo que se faz dentro do Mercado do Produtor é pago a exemplo de uma taxa que é cobrada para cada caminhão que passa com mercadoria ou sem mercadoria, e veículos pequenos na portaria. Os permissionários e ambulantes são outros obrigados a pagar. “Ninguém entende o do porque o Mercado se encontra nestas condições de abandono com tanto dinheiro arrecadado”, lamentou o Senhor Manoel.
Fica aqui o espaço para que o secretário de agricultura, Jorge Cerqueira possa se manifestar.
Com informações de Waltermário Pimentel




























