Demissão de Vasquez foi pequenez política

Luciano Vasquez é um dos melhores intérpretes em Pernambuco do pensamento político de Arraes e de Eduardo Campos

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O governo Paulo Câmara errou feio em Caruaru antes da eleição municipal e permanece errando depois que Raquel Lyra elegeu-se prefeita. Errou inicialmente quando tomou o PSB das mãos  da deputada para entregá-lo a Jorge Gomes, quando até as pedras de lá tinham conhecimento de que o honrado vice-prefeito não seria um candidato competitivo. Raquel fez a travessia para o PSDB e o desfecho da história já é conhecido pelo distinto público. Ela não se confrontou com o atual governo nem antes, nem durante, e nem depois de sua vitória, admitindo claramente que ainda poderia recompor-se com a Frente Popular. O governo, no entanto, num ato de pequenez política, demitiu da diretoria de Suape o vice-presidente estadual do PSB, Luciano Vasquez, por tê-la apoiado no 2º turno, em razão do histórico dela no partido. Com este ato desnecessário, o governo perde o assessoramento de um dos mais fieis discípulos de Arraes e Eduardo Campos.

De Luciano Vasquez: “Com a eleição de Eduardo, em 2006, pensávamos que havíamos vencido a velha política e as suas práticas mais nefastas, como a perseguição, a retaliação e o expurgo, mas estão vivas e ativas em Pernambuco. A inexperiência, o amadorismo, a inércia e a falta de diálogo são as marcas efervescentes desse tempo. Recordo o que falou o ex-governador Miguel Arraes: “estão desmanchando com os pés, aquilo que o povo construiu com as mãos”. Estão jogando fora, de forma inconsequente, toda a história e legado de Arraes e Eduardo. Na eleição do segundo turno de Caruaru, fiz o que minha consciência determinava, para ter lado! Porém antes, procurei o governador, a deputada Laura Gomes e o companheiro Jorge Gomes que tinham anunciado a neutralidade”.

Mais tetaliações – As demissões no Governo não ficarão resumidas ao ato do diretor de Relações Institucionais de Suape, Luciano Vasquez. Prefeito eleito de Jaboatão, o deputado federal Anderson Ferreira (PR) tende a perder apadrinhados no DER – Departamento de Estradas e Rodagem. Mesmo não tendo assumido compromisso com Armando em 2018, foi com o senador que Anderson andou de mãos dadas no primeiro e no segundo turno em Jaboatão

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