Bolsonaro diz é ‘babaquice’ reação da PF à ingerência política. Moro abandona coletiva

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em café da manhã com jornalistas da Folha de São Paulo, no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) classificou como “babaquice” a reação do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, à tentativa do próprio presidente de indicar um nome para a superintendência da corporação no Rio de Janeiro.

E voltou a sugerir a troca no comando da PF apesar do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ter garantido a permanência de Valeixo. O atual diretor-geral foi indicado por Moro, com quem trabalhou na Operação Lava Jato.

Segundo Bolsonaro, a troca já teria sido acertada com o ministro e comparou a situação a do general Santos Cruz, que foi demitido da Secretaria de Governo. Ainda de acordo com o presidente, a corporaçaõ precisa de uma “arejada”, sugerindo mais trocas.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Essa turma está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada. Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar quando quiser (…). Ninguém gosta de demitir, mas é mais difícil trocar a esposa. Eu demiti o Santos Cruz, com quem tinha uma amizade de 40 anos”, disse.

“O motivo (de pedir a demissão de Valeixo) foi a troca de 11 superintendentes sem falar comigo. Fui sugerir para o Rio um de Manaus, aí teve essa reação toda. Isso é babaquice”, afirmou.

Mais tarde, Bolsonaro fez um pequeno recuo ao dizer que tudo pode ser “arejado”.

Após a publicação da matéria da Folha, Moro abandonou uma coletiva de imprensa sobre uma operação da PF de combate à pedofilia deflagrada nesta quarta-feira (4) quando foi questionado sobre a permanência de Valeixo na diretoria-geral da PF.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, na última quinta-feira (29), Bolsonaro e Moro tiveram uma “dura conversa” e que quase teria resultado na saída do ex-juiz da Lava Jato do governo. O motivo, ainda de acordo com o jornal, seria a insistência do presidente em fazer alterações no comando da Polícia Federal”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *