Capitão da Guarda Presidencial vira réu por acusação de furtar pneus do batalhão

Comandante do pelotão responsável pelo transporte no BGP, militar será levado à Justiça por esquema que teria funcionado de 2015 a 2019

Imagem ilustrativa.Créditos: Agência Estadual de Notícias do Paraná

Um capitão do Exército Brasileiro que foi comandante do pelotão de transporte do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), a unidade responsável por zelar pela segurança dos palácios presidenciais, que recentemente foi acusado de não ter agido contra os terroristas que destruíram as sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, tornou-se réu na Justiça Militar sob a acusação de furtar pneus da unidade. As informações são da coluna do jornalista Daniel Haidar, do Terra.

O militar, identificado como Enes Fonseca Júnior, é acusado de ter furtado 260 pneus comprados pelo Exército. De acordo com a denúncia apresentada pela promotora Caroline Piloni, do Ministério Público Militar (MPM), o capitão teria retirado essa carga adquirida pela força terrestre e revendido ao empresário Carlos Alberto de Aguiar Lopes, proprietário da firma Carlão Pneus, com quem manteria relação de amizade.

No processo, os promotores apontam que o capitão Enes determinava aos seus subordinados que trocassem os pneus usados das viaturas por outros em estado de total inutilidade, recolhidos do serviço de coleta urbana, que ia ser jogados no lixo. Depois da troca e com os pneus novos sem ser utilizados, ele os remetia à empresa de Lopes, para que fossem vendidos.

O esquema teria funcionado, de acordo com a denúncia, de 2015 a 2019, período em que o capitão esteve lotado no Batalhão da Guarda Presidencial, e teria rendido R$ 16 mil ao militar que agora é réu. Os responsáveis pela investigação descobriram os valores saindo das contas da esposa do empresário e de um sócio dele, indo diretamente para a conta de Enes.

Em sua defesa no processo criminal que corre na 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Brasília, o capitão alega que as transferências bancárias eram empréstimos de caráter pessoal e que nada tinham a ver com os pneus que foram subtraídos do BGP.

Fonte: Revista Forum

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