‘O sofrimento físico acabou’, diz irmã de Augusto Aras sobre morte de Roque Aras

Roque Aras, ex-deputado federal e pai do procurador-geral da República, Augusto Aras, será enterrado no Cemitério Campo Santo, nesta terça-feira (28). Ao CORREIO, Viviane Aras, filha caçula do natural de Monte Santo, na Bahia, afirma que o pai passou por um período de sofrimento físico antes de morrer, aos 90 anos, nesta terça.
“Todos precisamos de um motivo pra ir, mas o que importa é que ele foi em paz e o sofrimento físico acabou, assim eu acredito”, comenta, sem, no entanto, especificar a causa da morte.
Apesar da fatalidade, ela comemora o fato de que Roque viveu 90 anos de muita saúde: “Imagina que benção”.
Roque deixou a esposa Nélia Pimentel e cinco filhos, dos quais três foram do primeiro casamento, incluindo Augusto Aras, e duas do segundo. Viviane é a filha caçula, e assim como o irmão, formada em Direito.
De acordo com a advogada, ele sempre buscou estimular os estudos dos filhos, após ter tido uma infância difícil em Monte Santo, no nordeste da Bahia.
“Ele seguindo a carreira jurídica estimulou a vários familiares no mesmo caminho. E quando começou a advogar em Feira de Santana, atendia os mais humildes de forma gratuita. Virou uma referência na cidade de competência e generosidade”, relata.
Advogado de formação, Roque Aras foi juiz do Trabalho e instalou a 1ª Junta de Conciliação e Julgamento (JCJ) de Feira de Santana. Também enveredou na carreira política, tendo sido vereador na cidade de Feira de Santana em 1970, deputado estadual (1974), deputado federal (1978), presidente do MDB da Bahia e candidato ao Senado (1986).
Atuou também como secretário da OAB-BA e como procurador-geral de Salvador. Aras foi aprovado no primeiro concurso para a Advocacia Geral da União (AGU).
Roque Aras é homenageado pela Associação Nacional dos Advogados da União (ANAUNI) com um prêmio que leva o seu nome. A iniciativa destaca monografias de advogados da União.

























