Opinião
Desde que jogou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na jaula dos leões, o presidente Lula só tem sido cobrado sobre resultados nas contas públicas. A vida dele virou um inferno e Haddad, abandonado, já insultou até jornalistas em Brasília quando tratado sobre as declarações do chefe, de que não tem compromisso em zerar o déficit público.
O cenário de hoje dentro do governo está mais para mudar do que para manter a meta fiscal de zerar o déficit das contas públicas em 2024, segundo estampou, ontem, o Estadão. Segundo o jornal, com o movimento de lideranças do Congresso para votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a ala política do governo Lula voltou a pressionar por uma mudança na meta fiscal ainda neste ano.
Na sexta-feira passada, o presidente verbalizou essa pressão ao admitir que dificilmente a meta seria atingida para não impedir os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa área está sob o cuidado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, um dos principais defensores da mudança com influência junto ao presidente.
O ministro da Fazenda está pregando no deserto, reconhecem fontes do governo ouvidas pelo Estadão. Haddad quer continuar com a meta para buscar a aprovação das medidas arrecadatórias. Hoje, a meta é zerar o déficit em 2024, mas com uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima e para baixo, prevista no novo arcabouço fiscal.
A mudança para um déficit em torno de 0,5% do PIB permitiria evitar a necessidade de um bloqueio de R$ 53 bilhões em despesas no ano que vem – o máximo permitido pelo arcabouço com base nos dados do orçamento de 2024 enviado pelo governo.
Por: Magno Martins



























