Cidadão de Uauá faz grave denúncia contra Neoenergia Coelba
Redação
O morador da cidade de Uauá, senhor Robson Rodrigues, em texto enviado ao AP revela os abusos praticados pela empresa Neoenergia Coelba por cobrar taxa de consumo acima do valor em sua residência. Na nota, ele revela que levou o fato ao conhecimento do posto de atendimento na cidade, mas terminou recebendo uma outra fatura com valor superior. Ele garante ainda que houve erro de leitura e hoje a sua energia foi cortada.

Os atos de abusos praticados pela Coelba na cidade terminou gerando processo na justiça por parte do Ministério Público Estadual que pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine medidas para obrigar a concessionária a regularizar o serviço no município. O órgão também solicita o bloqueio de valores das contas da empresa para garantir futuras indenizações aos consumidores prejudicados, além do pagamento de compensações por danos morais coletivos e danos sociais, estimados em R$ 5 milhões.
Veja abaixo:
No mês de outubro de 2025, a fatura de energia da minha residência chegou no valor de R$ 401,70, um montante totalmente fora da realidade. A casa é pouco utilizada e não possui geladeira, televisão ou qualquer eletrodoméstico capaz de justificar esse consumo.
Ao verificar o medidor de energia, constatei uma inconsistência grave:
A leitura registrada na fatura de 10/10/2025 foi de 22.942,00;
A leitura real do medidor, no dia em que fui ao posto da Coelba registrar a reclamação, era de 19.462,00, ou seja, bem inferior à informada na conta.
Dirigi-me ao posto credenciado da Coelba em Uauá, registrei a reclamação, obtive protocolo e fui orientado a aguardar.
No entanto, em vez de correção, no mês de dezembro recebi uma nova fatura no valor de R$ 113,44, já com um parcelamento embutido de 16 vezes de R$ 77,84, totalizando R$ 1.245,44, referente a um débito que não reconheço.
Em janeiro, mesmo após nova contestação, a situação permaneceu a mesma. Segundo o atendente do posto de Uauá, o setor responsável simplesmente não reconheceu a reclamação, ignorando as evidências apresentadas.
Hoje, 20 de janeiro, o fornecimento de energia da minha residência foi suspenso.
O mais grave é que a própria equipe que realizou o desligamento confirmou o erro de leitura, pois a leitura atual do medidor é 19.595,00, enquanto a leitura registrada na última fatura (30/12/2025) é de 23.022,00 — uma diferença absurda e tecnicamente inexplicável.
Entrei em contato com o 116, registrei novo protocolo e fui orientado a levar fotografias do medidor ao posto, o que fiz imediatamente. Mesmo assim, a resposta foi negativa:
Segundo Rodrigo, da Coelba – Agência de Juazeiro (BA), a energia só será religada mediante o pagamento de R$ 1.647,14. Caso contrário, permaneceremos sem fornecimento.
Faço então a seguinte reflexão:
👉 Se eu, que tenho conhecimento, paciência e sei buscar meus direitos, enfrento esse tipo de abuso, imaginem o que acontece diariamente com pessoas simples, idosos ou moradores da zona rural?
Estamos diante de um erro comprovado de leitura, seguido de cobrança indevida, parcelamento unilateral, negação do direito de defesa e, por fim, corte de energia irregular, o que fere o Código de Defesa do Consumidor e as normas da ANEEL, que proíbem suspensão do serviço enquanto há contestação em andamento e indícios claros de erro da concessionária.
O atendimento da Coelba deixa muito a desejar, tanto no presencial quanto nos canais telefônicos e digitais. Em uma ligação, a atendente desligou o telefone sem qualquer explicação; Em outra tentativa, meu número foi bloqueado, obrigando-me a ligar de outro telefone, repetindo-se o mesmo descaso.
Isso é um absurdo. Pagamos por um serviço essencial que não é prestado com responsabilidade, e quando buscamos solução, somos tratados com descaso e autoritarismo.
Peço que comentem, compartilhem e marquem a Coelba, para que este caso chegue aos níveis superiores da empresa. Somente a pressão coletiva garante direitos que deveriam ser básicos.
Informo também que buscarei meus direitos na Justiça e recomendo que toda pessoa que se sinta prejudicada faça o mesmo. O silêncio só fortalece práticas abusivas.
Atenciosamente,
Robson Rodrigues



























