Mais um escândalo envolvendo a gestão municipal da ex-prefeita Suzana Ramos é escancarado e a tal ‘vergonha alheia’ bate à porta dos juazeirenses
Redação
Depois de um ano de gestão da atual administração municipal, foram encontrados mais escândalos deixados pela gestão da ex-prefeita Suzana Ramos. De acordo com informações enviadas ao AP, a administração do prefeito Andrei Gonçalves está tomando todas as providências para que o caso seja esclarecido e que os órgãos competentes possam tomar providências.

Este é o segundo escândalo em menos de um mês – o último veio a público no dia 28/01 – envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde e desencadeando a Operação Litíase que desarticulou um esquema criminoso de direcionamento de contratações e desvios de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) no município, especificamente na área de prestação de serviços médico-hospitalares. E com polícia batendo à porta de possíveis envolvidos.
Abrindo o baú dos mistérios políticos do governo passado, surgiu a informação de que o ex-secretário Fernando Costa teria comprado um equipamento novo – que deveria ser destinado à Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) do município, mas o material desapareceu juntamente com a nota fiscal.
O que foi acordado entre município e as empresas de energia renovável está disposto no Protocolo de Intenções nº 001/2021 publicado no Diário Oficial do Município (DOEM) e está sendo investigado. Esse mesmo protocolo do Governo de Suzana Ramos foi firmado para realização do Projeto Futura I que daria ao município uma contrapartida em forma de doação de vários equipamentos de saúde destinados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juazeiro. Mas, se uma busca fosse feita hoje na unidade de saúde não seriam localizados todos os equipamentos que constam na lista do Protocolo.
Segundo o Protocolo de Intenções, as empresas de energia renovável se instalariam em um Complexo de Centrais e a contrapartida seria exatamente a doação de equipamentos que serviriam à UPA. No Anexo Único do documento, Ítem 1.5. foca claro que “com o aperfeiçoamento da doação, o Município torna-se responsável pelo zelo, manutenção e operação de todos os ítens objeto dessa doação, não substituindo mais qualquer responsabilidade atribuível às empresas”. No Ítem 2.2 do mesmo anexo, o documento ressalta ainda que “em momento futuro, algum equipamento/instrumento poderá ter melhor utilidade em outra unidade de saúde, desde que dentro do Município”.
Dentre os equipamentos que fazem parte da lista de doação estão: ar-condicionado, aspirador portátil, autoclave, bomba de infusão de seringa microprocessada, cadeira de acompanhante, cadeira de medicação, cilindros de oxigênio, computadores, gerador, eletrocardiógrafo, respiradores e até uma usina de oxigênio.
O que a população de Juazeiro – que assiste a mais um escandaloso capítulo das vergonhosas políticas regionais espera, é que a Secretaria de Saúde, através do setor de patrimônio, investigue quem ‘surrupiou’ esses equipamentos, inclusive obrigando o secretário de Saúde da época a esclarecer e se responsabilizar publicamente de toda a situação. Numa época em que se vive a busca incansável por justiça social, garantias de direitos dos cidadãos, democracia, respeito à pessoa e quem sabe até pelo nascimento de uma política limpa é inadmissível que desmandos não apurados continuem figurando as páginas dos jornais, causando revolta, repulsa e vergonha aos juazeirenses, não esquecendo que se as devidas providências não forem tomadas, a configuração disso tudo será de crime de prevaricação.
Equipes da Secretaria da Saúde da atual gestão, já entraram em contato com as empresas solicitando cópias das Notas Fiscais referentes à venda das mercadorias. A intenção é de que, assim que estiver com isso em mão, o município ingresse com ação no Ministério Público Federal para que sejam adotadas as devidas providências.
Podemos finalizar, parafraseando um dos mais utilizados ditos populares de que ‘perguntar não ofende’, e aí perguntamos: “E como anda a investigação após denúncia de que R$ 2,5 milhões de canos terem sido pagos e não entregues ao SAAE, também na gestão passada?”.

























