Opinião: Cemitério Saumora, o Saumorão.

Opinião

Saumora é uma combinação de água e sal para aumentar a suculência de carne.

Tem um político de Juazeiro que anda meio biruta do Juízo. Numa era não muito distante, foi detentor do poder, para uns foi valente, muito guloso, mas para outros arrogante, um vendaval que passou por ruas e avenidas da cidade  arrancando árvores simbolizando um cemitério de cidade abandonada.

Ele iniciou ao lado do Rancho Mandacaru, um loteamento há anos e inacabado, até hoje.

No final dos lotes iniciou a construção de um Cemitério, apelidado de Campo da Saumora, porque ao lado passa um riacho com água altamente salinizada.

Lá não servirá para cadáveres e nem para a prática religiosa.

Há risco de os cadáveres ficarem imersos na saumora por conta do riacho.

Ali não é lugar para Cemitério. Pode causar crime ambiental pela contaminação do solo e lençóis freáticos pelo mecrochorame que é um líquido tóxico da decomposição que contém bactérias.

Cadê a licença ambiental? Cadê a realização de estudos técnicos sobre o solo antes da construção? Cadê a impermeabilização do solo para tratamento dos residuos? Então como ficará a saúde pública? Haverá risco de doença infecciosa devido micro-organismos patogênicos que causará o tétano e desinteria.

Será que esse Cemitério é portador da licença ambiental obrigatória para os cemitérios, conforme Resolução CONEMA 335 de 2003.

Caso, não esteja regularizado, fica sujeito a ação civil pública e multa, além da interdição imediata.

As secretarias do Meio Ambiente e Ordem Pública do Município devem atuar o mais breve possível, sob pena de crime de prevaricação e desprezo ao povo de Juazeiro.

Por Elias de Menezes Júnior

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