Haddad sai em defesa de Wagner: “Ele atuou contra o Master”

Ex-ministro se dispôs a depor a favor do senador

Por Redação
Haddad fez defesa enfática de Wagner. – Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT), alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada.

“Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. Posso depor onde ele quiser”, disse Haddad nesta terça-feira, 23, para a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Na semana passada, pouco depois da operação, o ex-ministro havia afirmado apenas torcer para que “a Justiça seja feita” e que lamentaria “se uma pessoa próxima a mim errou”.

Na segunda, 22, a defesa de Wagner apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão em endereços dele ocorrida na quinta-feira, 18.

A defesa argumenta que existem “erros graves que comprometem a medida”, entre eles dizer que o senador atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master.

Os advogados afirmam que o petista, na verdade, teria se posicionado contra a “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Questionado, Haddad afirmou que pode confirmar que o senador diz a verdade.

Ele agiu contra o Master inclusive a meu pedido. Conversamos sobre essa emenda e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra. Ele entendeu, concordou e encaminhou a votação nesse sentido”

Fernando Haddad

A operação

Jaques Wagner foi um dos 18 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na última quinta, em fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Master.

A PF encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais) em endereços de Wagner, e os apreendeu.

O senador afirma que parte dos recursos eram de diárias de viagens pagas pelo Senado. Outra parte ele teria adquirido em operações regulares.

Segundo a PF, Lima também comprou um apartamento que seria, na verdade, do senador, e fez a ele diversos favores como emprestar jatos privados e comprar ingressos de R$ 63 mil, no total, para um show nos EUA.

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