Com medo de perder o emprego depois de ser flagrado forjando um clima de hostilidade contra o pré-candidato a governador João Campos (PSB), em Gravatá, o assessor Zé Ronaldo Moura, da equipe da vice-governadora Priscila Krause (PSD), bloqueou o acesso ao seu perfil no Instagram. No início da tarde, antes de o caso vir à tona, ele ostentava na página, que tinha livre acesso ao público, diversas fotos com Priscila, com a governadora Raquel Lyra (PSD) e com o prefeito de Paulista, Ramos (PSD), de quem foi secretário de Turismo até março deste ano.
Informações de bastidores, porém, dão conta de que o flagrante do envolvimento dele no caso em Gravatá caiu como uma bomba no Palácio do Campo das Princesas. Raquel e Priscila acabaram tendo os nomes envolvidos nas vaias fabricadas contra João Campos, quando o propósito pensado nos porões do governo era fazer com que manifestações contra o pré-candidato do PSB parecessem autênticas. Além disso, o episódio deu força à tese de que existe um gabinete do ódio financiado com recursos estaduais para atacar adversários políticos da governadora e da vice.
Zé Ronaldo Moura recebe mais de R$ 10 mil como gerente geral de Articulação da Vice-governadoria, cargo para o qual foi nomeado em 3 de março deste ano. A leitura do episódio é que as vaias puxadas por ele não foram espontâneas, mas pagas com recursos públicos, o que pode entrar na mira de investigações tóxicas para Raquel e Priscila em pleno período eleitoral. Não está descartada a possibilidade de o assessor ser exonerado na próxima edição do Diário Oficial do Estado como forma de tentar descolar o episódio do Palácio.


























