Morre uma gata na China: Audiência Pública em Juazeiro torna-se ‘monologo’ do senador Otto Alencar
Ação Popular
O senador baiano Otto Alencar (PSD) esteve na Câmara Municipal de Juazeiro nesta sexta-feira (04) para receber o Título de Cidadão Juazeirense e participar de uma audiência pública que iria discutir o projeto de Revitalização do Rio São Francisco.

No dia anterior o presidente da Casa, Damião Medrado, do mesmo partido do senador, ocupou espaço na imprensa para convidar imprensa e a população, mas no momento em que começou o evento, apenas um veículo de comunicação transmitiu o evento, e ainda, pessoas conhecedoras do assunto e ambientalistas queriam saber do senador como o projeto seria executado, qual a empresa executar a obra, se já houve licitação, como o projeto conduzido, dentre outros questionamentos, e não conseguiram.

“Presidente Damião nunca diga que aquilo foi uma audiência publica, para mim aquilo foi uma manifestação em defesa de causa própria”, lamentou o ex-vice-prefeito de Juazeiro, Antonio Carlos Chaves. Ele vai mais além: “Eu fui pensando que fosse a uma audiência pública, e que tinha algumas perguntas a fazer, mas vi que aquilo não passou de um monologo onde apenas uma pessoa falou”, disparou Chaves.
Assim como Chaves outras lideranças não tiveram a oportunidade de conhecer e discutir o projeto. “Ninguém é obrigado a ouvir imposições em palestra (…) Todos nós queríamos saber qual a estrategia para recuperar o rio (…) Ele falou que conseguiu 300 milhões através de emenda e que a bancada da Bahia teria arrumado mais 300 milhões para se fazer a revitalização com R$ 600 milhões. Agora como vai fazer a execução de um projeto se não foi anunciado a licitação? Já que o país está em recessão devido a esta crise, por que não deram essa missão para o Exército, que por sinal não cobra nada?. Alguém deve está ganhando alguma coisa com isso”, disparou.
A visita de Otto à Juazeiro se deu através do convite formulado pelo vereador Agnaldo Meira (PCdoB), que por sinal passou por saia justa quando não lhe deram a palavra. “O coitado nem teve condições de usar o microfone”, lamentou Chaves.
O ex-vice-prefeito concluiu relatando que a falação do senador foi direcionada para apenas um veículo de comunicação e classificou o ato de ‘peça teatral’ como quem estivesse fazendo campanha política velada para alguém. “Eu acho que o ato não deveria ser direcionado para apenas por um programa de rádio com horário marcado, e assim que acabou o tempo do programa de rádio, se acabou também esse tal de monologo”.
Com informações de Valtermário Pimentel



























