Por Magno Martins
A indefinição da governadora Raquel Lyra (PSD) em relação a montagem da sua chapa não estende apenas o ciclo de ansiedade em quem tanto aguarda sem ter certeza da opção pelo seu nome, como é o caso do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que sonha acordado em uma das vagas ao Senado.
Provoca também desgastes. A vice-governadora Priscila Krause (PSD) não sabe igualmente se será mantida na chapa da reeleição. Já está prejudicada porque se sobrar apenas a alternativa de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou de volta à Assembleia Legislativa, como se especula, o cenário em busca de parcerias com prefeitos se estreitou. E muito!
A esta altura, praticamente todos os prefeitos dos 184 municípios do Estado já assumiram algum tipo de compromisso com seus respectivos candidatos, tanto a federal quanto a estadual. As chances de uma disputa proporcional sem o lastro do suporte municipal se reduzem drasticamente. Já o senador Fernando Dueire, que chegou a trocar de partido, saindo do MDB para o PSD, legenda da governadora, pode ser a grande vítima da longa espera.
Porque, como Priscila, se vier a disputar um mandato proporcional, não lhe restará prefeitos que garantam apoio. Dueire chegou a revelar a aliados que sua vaga na chapa de Raquel já estava garantida pela própria governadora, o que até o momento não se configurou. O senador anda impaciente e desapontado. Não conseguiu levar o MDB para a coligação de Raquel, condição que parece ter sido imposta por ela.
O retardamento da governadora no calendário da sua chapa pode estar atrelado também ao fator Federação Progressista. Hoje, o presidente desta federação, que uniu PP e União Brasil, Eduardo da Fonte, reúne a bancava progressista na Alepe para decidir se mantém o afastamento da base do Governo ou se faz a opção por uma postura independente.
Na condição de presidente da Federação Progressista, Eduardo também não é carta fora do baralho para o Senado, o que também contribui para dificultar a escolha dos candidatos de Raquel ao Senado.
GADELHA NA ESPERA – Nem mesmo o deputado Túlio Gadelha, que se transferiu da Rede para o PSD, teria seu espaço para o Senado já definido na chapa de Raquel. Numa conversa com colegas de parlamento, na semana passada em Brasília, Gadelha confirmou que já havia conversado com a governadora, em duas ocasiões distintas, sobre eleições, sem, entretanto, ter ouvido dela que o martelo está batido com relação ao seu nome. Mas como entre os nomes é o único que tem perfil mais à esquerda, provavelmente será um dos postulantes ao Senado na chapa governista.




























