“A prisão, a morte e o que passa pela cabeça de Bolsonaro”, por Lauro Jardim

*Por Lauro Jardim

Na semana passada, numa conversa com um de seus assessores em pleno gabinete presidencial, um Jair Bolsonaro com olhos marejados falou em tom de desabafo sobre o seu futuro nas urnas de 2022:

— Vamos ganhar. Se perdermos eu morro, mas não serei preso.

É praticamente a mesma frase que proferiu no sábado numa visita a um templo evangélico, quando disse ter “três alternativas” daqui para frente:

— Estar preso, ser morto ou a vitória. Podem ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar.

Ou seja, a possibilidade de uma prisão ronda de modo inequívioco sua cabeça neste momento.

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