Bahia: os policiais assassinados, os estupradores soltos e o júri popular

Por Bruno Wendel, do Correio

Violência sem freios: de janeiro até agora, seis policiais militares foram mortos na Bahia — um dado que acende um alerta sobre o avanço da criminalidade e o nível de confronto no estado. O caso mais recente ocorreu em Candeias, quando o sargento da reserva Romão Roberto dos Santos, de 65 anos, foi baleado durante um assalto, no último dia 22.

Quando agentes de segurança passam a ser alvo, o impacto vai além das estatísticas: revela um cenário em que o crime desafia diretamente o Estado. Para a sociedade, isso significa mais tensão nas ruas, aumento das operações policiais e maior risco de confrontos.

Nesse contexto, a população fica exposta a uma violência cada vez mais intensa e a um clima de insegurança que afeta a todos.

Capitão da reserva Joseval da Silva é morto em Eunápolis Crédito: Reprodução/ Redes Sociais

Justiça ainda não decide sobre prisão de familiares acusados de estupro

Apesar do pedido do Ministério Público da Bahia (MPBA), feito há pouco mais de seis meses, a Justiça baiana ainda não decidiu se acata ou não a prisão de três homens de uma mesma família, acusados de terem estuprado uma menina em Santo Amaro da Purificação.

Segundo o MPBA, os crimes teriam sido praticados pelo padrasto, Leonardo Bispos dos Santos, o companheiro da mãe da criança; pelo tio, Antônio Balbino; e por Fábio dos Santos, que convivia com a avó materna e era considerado pela vítima como avô. “É um absurdo! Já foram ouvidas 29 testemunhas e, até agora, nada”, diz o pai da vítima, Vagner Soares.

Os réus foram presos durante a operação Anjo Liberto, no mês de junho de 2021. A violência sexual foi confirmada por exames periciais. Na ocasião, a vítima detalhou os abusos.

Menos de 1% das crianças vítimas de estupro na Bahia consegue fazer aborto legal Crédito: Pexels

Ex-policial militar vai a júri popular

No dia 10 de abril, o ex-policial militar Ramon Esteves Baraúna vai a júri popular por tentativa de homicídio contra a namorada, Jéssica Reis Ramos, e pelo assassinato de outro homem, em 2017, em Ondina.

Segundo as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento, atirou em Jéssica, que sobreviveu com sequelas, e matou a segunda vítima para simular um tiroteio.

No entanto, a perícia comprovou que Jéssica foi baleada pelas costas.

Ex-PM vai a júri por tentar matar a namorada Crédito: Reprodução

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