Certa de que perde no Senado, Dilma teme que seu fim seja no processo contra a Petrobras nos EUA
Por Jorge Serrão
“Que Deus tenha misericórdia desta Nação”. O voto evangélico, em tom de vingança divina, dado contra Dilma Rousseff pelo “Malvado Favorito” Eduardo Cunha, vale como premonição de vivenciaremos tempos bem mais difíceis que agora. A autorização para o impeachment prosseguir no Senado, onde a previsão é de um placar de 44 a 21 contra Dilma.
De olho no trono dela, Michel Temer assumirá o cargo se a Presidanta renunciar (ela reluta em fazer isto) ou após o Senado considerar a denúncia da Câmara admissível, afastando-a por 180 dias, para a fase de julgamento, sob a presidência do titular do Supremo Tribunal Federal, o aliado petista Ricardo Lewandowski. Dilma terá a grande chance de pedir para sair, antes que isto aconteça, como fez Fernando Collor de Mello em 1992.
O senador petista Lindbergh Farias já antecipou qual será o tom contra o substituto de Dilma: “Mesmo que Temer venha a ser um presidente interino, não vai aguentar três meses no cargo. Ele é sócio de Cunha e nós vamos expor toda sua fragilidade”. Além de começar o espancamento a Temer, o PT tentará a inútil manobra de recorrer ao STF contra a decisão soberana da Câmara.
A patelândia não se conforma que tenha sido derrotada por Eduardo Cunha, réu no STF sob acusações da Lava Jato. A ironia histórica é que Cunha era aliado de confiança no primeiro mandato, mas se transformou em inimigo mortal após a reeleição de Dilma. Também foi irônica a derrota na Câmara (pelo placar de 367 a 137, com sete abstenções e duas ausências. Desde 2003, quando Lula assumiu o poder, o PT estava acostumado a contar com os votos fiéis de 195 deputados, para qualquer questão. A dúvida é se Dilma foi vítima de traição ou se Michel Temer foi brindado com mais fidelidade…
Pouco importa… Nas ruas e nas redes sociais, o povo festejou a derrota de Dilma. Não dá para comemorar o fato objetivo de que o PMDB tende a continuar no poder federal há 31 anos. Ontem, a petelândia enfiou a viola no saco e reagiu apenas com indignação ao “golpe” que tomou de Temer e Eduardo Cunha. Os petistas e aliados agora retornam ao que sempre souberam fazer muito bem: oposição. Governar não é com eles. Incompetência, demagogia populista e muita arrogância política foram traços fatais para eles e para as maiores vítimas: o cidadão brasileiro que é obrigado a suportar os prejuízos da turma do PT – sinônimo de Perda Total.
A crise econômica e a falta de diálogo com a infiel base parlamentar foram fatais para Dilma. Desde ontem, puxa-sacos dela insistem que a Presidanta promete lutar até o fim pelo mandato. Seria bom ela constatar que o fim já chegou… Pede pra sair, Dilma… Antes que você termine saída e fique mais fragilizada ainda para ser processada pelos crimes cometidos quando foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. o Judiciário dos EUA só esperam a confirmação de sua queda para indiciá-la na Corte de Nova York…
O bacana de ontem – suportando seis horas de votação na frente da televisão – foi conhecer a cara de cada um dos parlamentares que apareceram para votar. O inédito voto do Tiririca foi impagável. E a ausência forçada da Clarissa Garotinho (pela gravidade política e pela gravidez)… O Domingão sem o Faustão foi, no mínimo, cidadão…































