Deputado critica médicos cubanos no Brasil: “exploração e baixa qualidade”

Um dos temas que mais geraram desgastes para os governos do PT foi a importação de médicos cubanos para o programa Mais Médicos. Instituído em 2013, a iniciativa gerou um grande desgaste do partido com os profissionais da saúde brasileiros, embora também tenha recebido elogios. Para o deputado federal Allan Garcês (PP-MA), que atuou no Ministério da Saúde no governo de Jair Bolsonaro (PL), a iniciativa foi uma “forma do Brasil incrementar a ditadura de Cuba”.

“Eu era diretor de Articulações Interfederativas, atuava com os conselhos nacionais de secretários de Estado e secretários municipais. Fiquei encarregado de desenvolver uma avaliação dos médicos cubanos. Bolsonaro fechou a porta para a entrada deles no Brasil, diferentemente do governo Lula, que abriu e vieram 13 mil médicos cubanos para cá. Bolsonaro fechou para criar o programa Médicos pelo Brasil, fui até eu que dei esse nome. Assim substituiu o Mais Médicos, só no nome, mas a gente também incrementou esse programa, e detectamos que realmente muitos médicos cubanos também eram de baixa qualidade”, revelou Garcês, em entrevista à Magno Martins.

O parlamentar, que também é médico, negou preconceito com os profissionais estrangeiros e ainda denunciou que a iniciativa encobria a exploração feita com o grupo. “Existia essa exploração dos médicos cubanos, um regime de semiescravidão. Eles ganhavam R$ 10 mil, mas ficavam apenas com R$ 2 mil. Os outros R$ 8 mil iam para o governo de Cuba. Ou seja, cerca de 20% do salário era desses médicos e 80% era para o governo. Era uma forma do Brasil também incrementar a ditadura de Cuba”, disparou.

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