Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro diz que Michelle segue candidata
Rogério Marinho afirmou que ex-primeira-dama está convidada para convenção nacional do PL
Por Augusto Tenório/Folhapress
Foto: Beto Barata/Divulgação PL/Arquivo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o PL segue com a pré-candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. Há quase um mês ela publicou um vídeo afirmando que foi maltratada pelo enteado e, desde então, sua presença na eleição virou dúvida.
“Até agora sim, o partido tem interesse na candidatura dela. Está pontuando muito bem nas pesquisas, é um quadro extremamente importante pra nós, tem uma relevância não só no DF, mas em todo o Brasil. […] Mas é claro que ela que precisará falar a respeito num momento oportuno”, afirmou Rogério Marinho nesta terça-feira (21).
De acordo com o senador, Michelle também foi convidada para a convenção nacional do partido, que será realizada neste sábado (25). Marinho disse que espera recepcionar a ex-primeira-dama no evento que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Internamente, a avaliação entre integrantes do PL é que Michelle deve faltar ao evento. A crítica do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) consolidou esse cenário. Em entrevista ao site Metrópoles nesta terça, o irmão de Flávio Bolsonaro classificou como “imaturidade” as críticas públicas da ex-primeira-dama ao pré-candidato.
Apesar disso, Flávio tentará juntar aliados. Um convidado esperado é o presidente da Argentina, Javier Milei. Ele é considerado um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo e pode falar no evento. “Será convidado, sim, pra falar também. Estamos discutindo com o pessoal dele, tem um grupo, um cerimonial, embaixador”, explicou Marinho.
O coordenador da campanha esteve com Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo tentará, nesta semana, fazer uma última ofensiva para convencer partidos do centrão a apoiá-los formalmente, visando aumentar o tempo de TV. Hoje, ele tem aproximadamente 20% a menos que o presidente Lula (PT), que conta com o apoio do PSB, PC do B, PDT, PV, PSOL e Rede.
O grupo tentará uma última conversa com a federação União Brasil-PP, comandada por Antônio Rueda e pelo senador Ciro Nogueira (PI), e também com o Republicanos, presidido pelo deputado federal Marcos Pereira (SP). O resultado dessa ofensiva também definirá a vice de Flávio Bolsonaro.
“Primeiro precisamos definir quais são os partidos que estarão conosco. Nós sabemos que é importante termos uma mulher, mas não uma mulher por ser mulher, em função do gênero, mas alguém que tenha representatividade, legitimidade e capacidade de interlocução, que consiga se comunicar da maneira adequada com o eleitorado feminino”.
A favorita do pré-candidato é a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, hoje filiada ao Republicanos. Ou seja, para que ela se torne vice de Flávio, Pereira precisa apoiá-lo oficialmente. O pré-candidato acumulou desgastes com partidos do centrão, quebrando a expectativa até mesmo dos presidentes do PP e União Brasil, que desejavam apoiá-lo antes do escândalo Dark Horse.
“Temos interesse, evidente. É muito importante pra nós [o apoio], porque o tempo de televisão permite que à campanha possa mostrar o seu candidato, mostrar de que forma ele se comportará no exercício da Presidência da República, responder críticas e ser absolutamente transparente para com a sociedade, além do que nós estamos trabalhando”, afirmou Marinho.
O coordenador da campanha ainda afirmou que Flávio pretende ter pelo menos 20 palanques estaduais bem definidos, com apoio de candidatos ao governo. Marinho destacou que essa articulação favorece uma aliança com a federação União-PP e com o Republicanos.
“Estamos construindo palanques regionais e em vários estados nós temos aí composições com Republicanos com a União Brasil, com o Podemos com próprio Partido Progressista, que são partidos que têm um alimento natural conosco”, disse.
























