Bruno Reis manda indireta ao governo: “O que eles mais querem é que a gente fique dependendo deles”

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

Foto: Valter Pontes/Secom PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a alfinetar o governador da Bahia e pré-candidato a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista à imprensa durante entrega de obras de encosta no Alto da Terezinha, nesta terça-feira (21), o gestor do município rebateu as declarações de aliados do governador e disse que a maior parte das obras executadas pela Prefeitura foi financiada com recursos próprios e criticou, sem citar nomes diretamente, adversários políticos que, de acordo com ele, desejam que a administração municipal dependa financeiramente do governo estadual.

Ao falar sobre os investimentos em infraestrutura e prevenção de riscos, Bruno Reis afirmou que a gestão já executou mais de 600 obras, com aporte superior a R$ 1,2 bilhão, majoritariamente com recursos do orçamento municipal. “Todas essas obras, que já superam mais de 600, foram mais de 1 bilhão e 200 milhões de reais de investimentos, e de dinheiro de vocês, 90% dessas obras, recursos da Prefeitura de Salvador, que a gente administra muito bem. Vocês estão vendo todas essas obras aqui, foi o dinheiro de vocês, que o prefeito é apenas o gestor”, declarou.

O gestor ainda destacou que a autonomia financeira da capital tem incomodado adversários políticos e disse que sua administração não depende de recursos de outros entes para executar obras consideradas prioritárias.

“Aqui não tem dinheiro do governo A, do governo B, porque o que eles mais querem é que a gente fique dependendo deles, e o que mais incomoda eles é porque hoje Salvador caminha com as próprias pernas, tem autonomia, tem independência, tem comando, tem gestão, que sabe definir as prioridades”, acrescentou.

Ao concluir, Reis fez questão de reiterar que a Prefeitura priorizou intervenções em áreas de maior vulnerabilidade e citou investimentos em contenção de encostas e obras de drenagem para reduzir os impactos das chuvas na cidade.

“Começamos por elas, depois as de médio risco, e também fizemos diversas obras de drenagem para resolver o problema do alagamento, seja em vias importantes da cidade, seja alagamento que existiu nas casas dessas pessoas”, finalizou.

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