Em evento do MBL, Janaína Paschoal diz que Bolsonaro “reverenciou Fidel” ao mandar médicos cubanos embora

“O Congresso Nacional aprovou a lei que tratava do tráfico de seres humanos muito perto da época em que foi fechado o contrato dos Mais Médicos”, disse ela, sugerindo relação entre uma coisa e outra.

(Arquivo/ Edilson Rodrigues/Agência Senado

Palestrante no 4º Congresso Nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), neste sábado (24), a advogada e deputada estadual eleita, Janaína Paschoal (PSL/SP), disse que mandar de volta os médicos cubanos é reverenciar Fidel Castro, “sua família e seus comparsas.”

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a advogada, eleita na esteira da autoria da fraude processual que resultou no golpe parlamentar que destituiu a presidenta Dilma Rousseff (PT), disse que encontrou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na semana passada, e pediu para que “mandasse” alguém da confiança dele ao Ministério da Saúde para dar asilo para os médicos cubanos e contratá-los diretamente.

Seria uma forma de mostrar, segundo ela, que não tem nada “de racismo ou protecionismo” da parte dos críticos do programa. “A questão é outra: a gente não quer pagar os altos impostos que pagamos para financiar ditadura”, disse ela.

A advogada afirmou ainda para a plateia do MBL que há muito tempo vinha falando que o programa era, na verdade, “tráfico de seres humanos”. “O Congresso Nacional aprovou a lei que tratava do tráfico de seres humanos muito perto da época em que foi fechado o contrato dos Mais Médicos”, disse ela, sugerindo relação entre uma coisa e outra.

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