Freixo votou com Globo, Moro e Dallagnol e dificultou sua aliança no Rio, diz Rodrigo Vianna

Jornalista avalia que posição do parlamentar complica alianças em torno do seu nome no Rio de Janeiro

Jornalista Rodrigo Vianna
Jornalista Rodrigo Vianna (Foto: Reprodução)

 

O jornalista Rodrigo Vianna, âncora da TV 247, avalia que o voto do deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), que se posicionou contra a PEC 5, pode dificultar alianças em torno do seu nome no Rio de Janeiro. Isso porque mesmo depois de todos os danos causados pela Lava Jato à economia do Brasil e sobretudo do Rio de Janeiro ele teria votado com Globo, Moro e Dallagnol. Confira e saiba mais:

Agência Câmara – O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a ampliação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de 14 para 17 vagas, em votação nesta quarta-feira (20). O substitutivo do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/21 obteve 297 votos favoráveis contra 182 e 4 abstenções, mas faltaram 11 votos para obter o mínimo de apoio necessário, de 308 deputados..

Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Com o resultado, o Plenário deve agora analisar o texto original da PEC apresentado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que mantém a composição do CNMP em 14 membros, mas acaba com a vaga nata do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. No lugar, a Câmara dos Deputados e o Senado vão eleger mais um conselheiro, que deverá ser membro do Ministério Público. Já o corregedor nacional do Ministério Público poderá provir de fora do Ministério Público.

Ao final da votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu fazer uma análise política sobre o que mudou em três votações da proposta, que já havia sido aprovada em duas comissões. “O Plenário vota, temos que obedecer o resultado. Nós temos um texto principal e temos possibilidades regimentais”, ressaltou.

Lira evitou falar em vitória ou derrota, mas voltou a defender as mudanças propostas. “Acho que todo poder merece ter seu código de ética, todo poder merece ter imparcialidade nos julgamentos e todos os excessos devem ser dirimidos”, afirmou.

Propaganda

Paulo Teixeira atribuiu a rejeição ao que chamou de “máquina de propaganda” contra a proposta. “Talvez deputados não tenham se sentido encorajados a votar. Foram 11 votos a menos e eu acredito que novas rodadas poderão amadurecer um novo texto capaz de aperfeiçoar o controle do Ministério Público”, disse.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *