Massacre de escola em Realengo completa 3 anos
O massacre que matou 12 adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, na Escola Municipal Tasso da Silveira completa três anos nesta segunda-feira. Em 2011, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na unidade educacional, localizada em Realengo, afirmando que daria uma palestra para os alunos e atirou contra os estudantes. O assassino se matou em seguida. Outros 12 estudantes também ficaram feridos.
Passados três anos do massacre, uma das promessas era a implantação de pelo menos um guarda municipal em cada unidade de ensino. O assunto já foi debatido com a Secretaria Municipal de Educação e não foi aceito. Atualmente, apenas o colégio onde houve o massacre tem uma base fixa da corporação.
Segundo a prefeitura, rondas escolares são feitas em cerca de 1,4 mil escolas e creches, mas quase 300 não tem qualquer tipo de monitoramento. Uma delas era o Espaço de Desenvolvimento Infantil Luiza Paula da Silveira Machado, que fica a poucas quadras da Tasso da Silveira. A unidade, que leva o nome de uma das vítimas da tragédia, foi arrombada, em março, durante a noite e teve pertences furtados. Não havia alunos na ocasião.

A mãe de Luiza, Adriana Machado, que também é presidente da Associação dos Anjos de Realengo, defende que a presença de guardas municipais poderia inibir ações criminosas. “Que não vá parar, que nem eles me falaram, que não consegue parar um louco, parar alguém, mas ela vai inibir, a escola vai ser olhada com respeito”, relata. “É nisso que eu busco força para ver nunca mais um outro pai chorar nem passar pelo que nós estamos passando dia a dia”.
Tratamento
Também há queixas contra a demora no tratamento de sobreviventes. É o caso do jovem Luan Vitor Pereira, na época com 13 anos. Ele foi atingido com um tiro na cabeça e perdeu a visão do olho esquerdo. O pai de Luan, Valdecir Pereira, conta que o filho, até hoje, aguarda por uma cirurgia. “Já fez um ano. Os últimos exames dele para fazer a cirurgia vai ter que fazer tudo novamente porque têm um ano e não têm mais utilidade os exames que ele fez”. Na verdade, nós sabemos que essas coisas, quando é no início, tem a pressão de repórter, as portas se abrem com facilidade… Hoje, nós não temos o tratamento que a gente tinha há um ano. A gente chega no hospital e é tratado como comum, como todo mundo deve ser, não é?, mas nós temos até prioridade. Cai no esquecimento”. (Band)


























