MPF recorre contra extinção de processo contra Ustra

  • Coronel e delegados são acusados de ocultar corpo de militante morto em 72
  • O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta sexta-feira que entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) para tentar reverter a decisão do juiz federal Fernando Américo de Figueiredo Porto, substituto da 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo, que declarou extinto um processo contra o ex-comandante do DOI-Codi Carlos Alberto Brilhante Ustra e os delegados Carlos Alberto Augusto e Alcides Singillo. Eles foram acusados de ocultar o corpo do estudante Hiroaki Torigoe, morto em 1972.

A denúncia havia sido acolhida pela Justiça em maio. Mas, em janeiro, Porto declarou o processo extinto, afirmando que o crime de ocultação de cadáver não seria um crime permanente. Para o MPF, ocultação de cadáver é crime permanente e escapa da proteção da Lei da Anistia. Os três acusados respondem ainda a processo pelo sequestro do corretor de valores Edgar Aquino Duarte.

Um dos acusados nos processos, Carlos Alberto Augusto, pediu esta semana sua aposentadoria da Polícia Civil. Com o cargo de delegado de 2ª classe, ele receberá proventos integrais. O salário inicial para esse cargo é de R$ 8.924,83. Segundo o portal de transparência do estado, em dezembro passado ele recebeu R$ 24,1 mil, sendo discriminados, como “total do mês”, R$ 15,7 mil.

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